<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-34588281</id><updated>2011-04-21T20:57:42.622+01:00</updated><title type='text'>O PAU</title><subtitle type='html'>veja como participar na secretaria.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://paudogato.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paudogato.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>ATIREI O PAU AO GATO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09748505658685763369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>27</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34588281.post-2528645333600398036</id><published>2007-09-01T18:51:00.000+01:00</published><updated>2007-09-01T18:53:35.056+01:00</updated><title type='text'>CONVERSAS DE RUI E LUÍS</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;UMA GRACINHA CIENTÍFICA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;            Pois é meu caro, é engraçado como as ciências acabam por concorrer para que possamos compreender até os próprios textos sagrados. E não me refiro apenas aos contributos das técnicas historiográficas e arqueológicas que, tendo conhecido avanços consideráveis nos últimos trinta anos, tanto têm contribuído não só para que se consigam ler e interpretar melhor as fontes escritas quer as conhecidas quer as que se vão descobrindo, como ainda para que sejamos capazes de procurá-las melhor e mais certeiramente no terreno –salvo seja a expressão- de tal modo que as descobertas relativas ao passado aumentaram estando já ao nosso alcance em situações anteriormente inacessíveis. Direi até que estas inovações e avanços nestes domínios científicos, sem querer estar a retirar-lhe a importância que definitivamente têm para a nossa capacidade de reconstituição de outros tempos, serão de somenos em face de outros bem mais decisivos.&lt;br /&gt;            Tomemos o caso da genética.&lt;br /&gt;            Trata-se de um ciência que à semelhança de outras vem do século dezoito, com as experiências de Mendel que foi o primeiro a compreender e tentar explicar os mecanismos e as características da hereditariedade, muito embora, igualmente em paridade com as congéneres, decorra de práticas empíricas do quotidiano de que aqueles que se dedicaram à agricultura e à criação de gado há muito foram intérpretes quando cruzavam espécie vegetais para obter planta melhores e mais robustas ou espécie animais para seleccionar os melhores e mais produtivos.&lt;br /&gt;            Mas da insipiência dos primeiros anos e dos reduzidos avanços dos primeiros séculos, os desenvolvimento tecnológicos das últimas décadas possibilitaram que de afirmações meramente teóricas aquela ciência tivesse ganho o estatuto respeitável da capacidade de comensurar, comprovar empiricamente e conseguir previsões –se bem que estas não em relação a dados futuráveis mas sim no referente àqueles que estão em estudo. Ilustrando, não é possível ainda prever o sentido da evolução da nossa espécie –provavelmente nunca o será- mas já é possível em face de determinados dizer que se espera encontrar isto ou aquilo em determinado lugar.&lt;br /&gt;            Ora hoje estamos perante uma ciência que já se revela capaz de contribuir para que se faça a história das populações humanas –estamos só a falar em termos da humanidade- e que já conseguiu proezas tão relevantes como a identificação do genoma humano ou, por exemplo, dar contributos decisivos para que sejamos capazes de compreender o que nos separa das outras espécies hominídeas que no passado viveram antes e em comum com aquela a que pertencemos.&lt;br /&gt;            Ainda antes de concluir a ideia que esbocei no primeiro parágrafo e que por ser de certo modo poética quero deixar para um remate final deste âmbito, deixa que te fale de uma curiosíssima descoberta que esta Ciência permitiu nos últimos anos.&lt;br /&gt;            Faz a pergunta: que distingue o Hommo Sapiens Sapiens que somos nós do Hommo Sapiens Neaderthalensis ou do Hommo Erectus?&lt;br /&gt;            O que a genética nos permite é que andemos para trás e começamos a dar conta daquilo que herdámos das espécies anteriores e portanto aquilo que é comum a todas. Desse modo mas inversamente, deixa em destaque as características que sejam apenas nossas isto é, as últimas que a evolução revelou na árvore genealógica da nossa espécie e que poderemos tomar como aquelas que nos distinguem dos nossos antepassados.&lt;br /&gt;            Assim e para não ser muito maçador, podemos ver, por exemplo, que a postura bípede foi herdada de espécies mais antigas e que antecederam o próprio aparecimento da nossa em alguns milhões de anos. Os Australopitecus, tanto os gráceis como os robustos, eran já portadores dessa capacidade que os outros símios não possuem, a de caminhar erecto e de fazer dessa postura o meio de locomoção habitual na prática do dia a dia. Sabe-se isso pois alhures em Laetoli, na actual Tanzânia, a antropóloga Mary Leakey descobriu em mil novecentos setenta e seis os vestígios de pegadas de um grupo de três animais que caminharam erectos sobre uma camada de cinza vulcânica fresca que lhes preservou os passos e com isso nos permite compreender que aqueles só podem ter sido dados por alguém com uma tal postura no caminhar. Ora isto terá sucedido há três milhões de anos.&lt;br /&gt;            Mas o estudo comparado dos crânios das várias espécies homo e as anteriores, com o cruzamento desses dados com a mais recentes conclusões a respeito das diversas áreas do cérebro humano e das funcionalidades a que correspondem que o desenvolvimento tecnológico e científico possibilitaram, viabilizaram a descoberta de que certas capacidades como a capacidade de precisão e pensamento abstracto ou o a capacidade de rir, não existiram desde sempre, antes pelo contrário, revelaram-se como atributos que surgiram nas diferentes espécies e que por via da herança genética foram transmitidas àquelas que se lhes seguiram. Assim e para considerarmos apenas estes dois casos por economia de espaço, se o Homo Erectus de quem parece descender a nossa espécie de Sapiens, era já capaz de pensamento abstracto e de prever o efeito de uma acção, como o demonstram as ferramentas líticas que nos deixaram, já o mesmo não se pode dizer da capacidade de riso que terá surgido apenas os primeiros antepassados que hoje designamos por sapiens, tal como aconteceu com a fala que, só por curiosidade, segundo a hipótese de Bryan Sykes –um geneticista britânico coevo- terá começado pelo canto.&lt;br /&gt;            Desta maneira e seguindo a linha de raciocínio que tenho exposto, nenhuma destas pode ser considerada a característica eminentemente exclusiva da nossa espécie de sapiens sapiens uma vez que as possuímos em comum com os nossos antepassados de que temos falado.&lt;br /&gt;            E existe alguma que seja apenas nossa, alguma que apenas sejamos capazes de identificar na nossa espécie e em nenhuma outra das que nos antecederam?&lt;br /&gt;            Ora a resposta é positiva e –Bingo!- máximo da curiosidade, diz respeito à capacidade de formular pensamento religioso. Tudo aponta para que apenas o cérebro do Homo Sapiens Sapiens trouxesse a massa em que se processam esse género de pensamentos e conhecimento. É pois a característica eminentemente humana do ponto de vista moderno e o modo como o chegamos a poder alvitrar decorre do facto de nenhum dos crânios das espécies anteriores revelar a fisionomia própria da sua existência, coisa que naturalmente acontece connosco e os nossos mais remotos avós que há mais de cem mil anos terão surgido, alhures em África.&lt;br /&gt;            É mais uma gracinha da história, neste caso a Natural. Se nos recordarmos do positivismo do século dezoito e das consequências que o mesmo teve para o aprofundamento do materialismo e da oposição que por via deste se quis ver entre o pensamento científico e o religioso e, pior um pouco, como o melhor testemunho da caducidade e inferioridade desta segunda maneira de pensar o mundo.&lt;br /&gt;Não é espantoso que tenha sido a ciência a comprovar que afinal a religiosidade, a nossa capacidade de crença numa entidade superior e causa primeva, seja a característica que nos singulariza enquanto espécie humana relativamente a todas as outras da nossa árvore comum? Mas assim é e apesar de sabermos que as afirmações científicas têm, por natureza, um carácter provisório, aquilo que podemos dizer é que até prova em contrário é essa uma descoberta corroborada empiricamente pelo que a tomamos como boa e verdadeira. Provavelmente assim continuará pela noite dos tempos.&lt;br /&gt;            E creio ter explicado aquilo que me pediste; a justificação para a afirmação de que as Ciências, o olhar científico, não são incompatíveis com a atitude religiosa, o olhar religioso sobre o mundo. Achas que o consegui?&lt;br /&gt;            Resta pois resolver o primeiro parágrafo e aqui entro num discurso poético e muito pessoal que apenas pretende registar uma observação puramente teórica.&lt;br /&gt;            Trata-se do mito da origem na tradição judaico-cristã, a nossa mãe comum a que chamamos Eva.&lt;br /&gt;            Será que os Autores dos textos sagrados teriam no ouvido ecos de tempos muito remotos quando um ou vários deles escreveu ou escreveram o Livro do Génesis?&lt;br /&gt;            É que hoje sabemos que as modernas populações humanas descendem de um grupo que há mais ou menos oitenta mil anos terá abandonado o continente africano e demandado as terras da península da Arábia através do Mar Vermelho que seria então mais estreito do que é hoje em dia. Seria um bando que incorporou várias mulheres, mas entre elas não teria havido uma de quem descendessem a maioria daqueles indivíduos? E se essa segunda mãe seria uma Eva técnica, digamos assim, não terá havido uma mulher que por ter sofrido as mutações que nos distinguem da primeira espécie sapiens e as ter transmitido geneticamente aos seus filhos e demais descendentes, possa ser considerada a verdadeira Eva, a primeira mulher de que em certa medida nos fala a história do primeiro casal humano?&lt;br /&gt;            São pois estas pequenas notas de que me sirvo para acrescentar ao nosso diálogo aquilo que me pediste. Faço votos para que seja inteligível e do teu e do agrado de todos os outros que as lerem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Luís F. de A. Gomes&lt;br /&gt;                        Pêra, 17 de Agosto de 2007&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34588281-2528645333600398036?l=paudogato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paudogato.blogspot.com/feeds/2528645333600398036/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34588281&amp;postID=2528645333600398036&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/2528645333600398036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/2528645333600398036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paudogato.blogspot.com/2007/09/conversas-de-rui-e-lus.html' title='CONVERSAS DE RUI E LUÍS'/><author><name>ATIREI O PAU AO GATO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09748505658685763369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34588281.post-5482941136960067223</id><published>2007-07-08T00:54:00.000+01:00</published><updated>2007-07-08T00:56:16.139+01:00</updated><title type='text'>CONVERSAS DE RUI E LUÍS</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A CARTA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;         Para a&lt;br /&gt;            Srª. D. Madalena Mira,&lt;br /&gt;            pela partilha que me proporcionou estas palavras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Pois é Companheiro, muitos são aqueles que falam em Ti, em Teu nome, muitos aqueles que dizem falar Contigo, uns sinceros, outros nem tanto, tantos, de tantas maneiras, com tantas motivações diferentes que eu nem sei o que Te diga do que de Ti se diz aqui, neste mundo de baixo onde a nós humanos foi oferecido viver.&lt;br /&gt;            Como pode alguém falar de Ti e matar eu Teu nome, Companheiro? Como pode alguém incendiar-se e levar a morte e o flagelo do desespero ao semelhante dizendo que o faz em Teu nome, dizendo-se na certeza de Te encontrar pelo sacrifício mais indizível?&lt;br /&gt;Como pode invocar-Te a procura da destruição e do caos, a exaltação do martírio, a impiedade mais descarada? E no entanto continuamos a escutar e a ver as consequências desses que trazem o Mal e a maldade nas suas acções e permanecemos infantis, Companheiro, continuamos sem sermos capazes de nos separar da guerra e da provocação da morte e do sofrimento para conseguirmos espaços de paz que nunca foram universais.&lt;br /&gt;            Diz-se que a ganância faz parte da natureza humana mas eu não tenho isso como assim tão certo. Às vezes penso que é a ganância a fonte de todo o padecimento. Afinal é ela a mola que provoca a sede de poder que leva a que uns procurem para si a fortuna e as capacidades para disporem de si e dos outros e é daí que advêm desde os mais pequenos e individualizados conflitos do dia a dia, aos mais complexos e institucionais das sociedades que formamos. Mas a verdade é que eu não estou assim tão certo que não seja possível induzir uma certa arqueologia da ganância e verificar que nem sempre ela fez sentido se bem que sempre tenha sido possível na história maravilhosa deste animal curioso e belo, simultaneamente genial e cruel, capaz do sublime e do horrendo. Com efeito, será que não foi a partilha e não a ganância o impulso que manteve vivos e sobreviventes aqueles de quem viemos a descender? Será que o ganancioso teria muitas possibilidades de sucesso nesses universos de bandos espalhados e em movimento?&lt;br /&gt;            Tu compreendes-me, eu sei que me compreendes e por isso estou certo que Tu bem sabes que eu não estou aqui a recuperar ideias como a do bom selvagem do Rosseau, mas sou eu que quero ter a certeza de saber que estou a explicar-Te com clareza, a máxima clareza de que sou capaz, que pessoalmente não penso que se trate de sermos naturalmente bons, tão só de perceber que na maioria da sua permanência neste Paraíso dado, a nossa espécie viveu de um modo em que a ganância pouco ou nada tinha por onde se materializar e que por isso as circunstâncias eram menos propícias a que ela se revelasse e isso quer dizer que vivemos arredados dela mais tempo do que aquele em que vimos e vemos os homens claudicarem perante o canto de uma sereia tão perniciosa. Pois bem, tal implica que sejamos capazes de admitir que aquela não é uma fatalidade e que provavelmente teremos que reaprender a viver de modo a que ela deixe de encontrar consistência para a sua prática.&lt;br /&gt;            Quer dizer Companheiro que se por ora somos ainda muito infantis, há sempre uma centelha de esperança, pois não há nada que nos diga que não seremos um dia capazes de nos reencontrar com a partilha e não com a ganância e com isso conseguirmos remeter a guerra e o martírio para as prateleiras das bibliotecas independentemente da forma que venham a ter num futuro distante.&lt;br /&gt;            É isso Companheiro, são tantos os que falam em Ti, por Ti ou para Ti que fico sempre perplexo quando vejo os modos interesseiros como muitos o fazem, pedindo-Te isto e aquilo, prometendo-Te fidelidade em troca de favores, como se Tu fosses uma espécie de mágico capaz de tudo ajustar e resolver através de uma varinha de condão omnipotente.&lt;br /&gt;            E como é possível pensar assim, Companheiro? Como é possível falar-se em Teu nome e pretender que Tu possas ser visto como uma espécie de ilusionista que está ao alcance dos nossos dotes? Como é possível pensar em Ti nos termos das nossas capacidades de simples mortais e julgar que isso faz de Ti nosso Aliado nas coisas que afinal são da nossa inteira responsabilidade e, portanto, só a nós dizem respeito? Não é este outro sinal da nossa ainda infantilidade? E não é esse, ao mesmo tempo, um sinal inequívoco da Tua infinita bondade e paciência para connosco?&lt;br /&gt;            É tão bela esta dádiva que nos é dada…&lt;br /&gt;            Estás sempre dentro do meu coração e para onde quer que vá Estás sempre comigo e isso é para mim uma fonte de alegria que mesmo nos momentos mais difíceis me faz trazer um sorriso no rosto que evoca o brilho da alma que nunca deixa de brilhar, aquela pontinha sempre acesa que mesmo no desfalecimento está lá como que para me dizer que eu Te recebi e recebo, em júbilo e por isso faço o caminho mesmo quando os espinhos são tantos que me impõem os maiores dos cuidados para poder avançar sem me ferir.&lt;br /&gt;            Levo-Te sempre dentro do coração mas é especialmente nestes momentos que mais gosto de falar contigo, quando como agora me sentei para Te escrever depois de ter andado devagar, com disponibilidade para a circunspecção, parando aqui e ali para contemplar, o contraste que a luz faz nos ramos carregados de humidade enquanto esperam o gargalhar das folhas e das ramagens tenras do espanto que a lezíria faz quando o chão se inunda de arco-íris, ou as conversas que os pássaros têm a propósito das suas vidinhas saltitantes de procurarem o alimento e o encanto de se entregarem às viagens entre pontos distantes.&lt;br /&gt;            E não é a vida um delírio que de nada mais precisa para remeter um constante planar pelos olhos?&lt;br /&gt;            Eu sei que se diz que as responsabilidades são tantas que impelem uma vida apressada, arredada das oportunidades para o deleite e os enleios da alma, eu sei muito bem que muitas vezes se ouve dizer que aqueles que se perdem nessas deambulações poéticas acabam por ter maus resultados e ficarem atrás dos outros no que se aponta como fundamental para a sobrevivência. E há algo prioritário relativamente à sobrevivência? Pode haver filosofia sem corpo? Mas a verdade é que sequer sem pensar em pôr isso em causa, haverá sempre espaço para expressar o caramba, nem mesmo somos capazes de encontrar dois minutos de cigarro para nos deixarmos enlevar pelo silêncio do chocalhar de uma árvore, ainda que seja no antes da entrega ao ganha pão? É claro que seria estúpido pensar que poderíamos deixar de trabalhar para nos darmos ao luxo de escolhermos vadiar por aí, perdidos na busca do encanto, mas que nos custa um sorriso para aquele que temos em redor nas peripécias do quotidiano? Será assim tão pesado e desajustado um sorriso, um simples reparo de como o reflexo dos vidros de um carro faz uma fotografia de espantar, será tão ingénuo e palerma dizermos que estamos felizes, que nos sentimos deslizar em raios invisíveis de júbilo só pelo facto de olharmos os contrastes de branco e cinzento das nuvens sobre poças de azul?&lt;br /&gt;            E eu sou tão feliz, Companheiro, há dias que me sinto em tão grande plenitude que chego a duvidar de tanta felicidade pois pergunto-me o que possa ter feito para a merecer. Contudo sinto-a na alma que se enternece nas pequenas conversas das minhas queridas filhas e que sorri só por se saber a caminho dos almoços que fazemos em conjunto. Não é tão belo vê-las crescer, receber um telefonema a meio da manhã com o queixume da Margarida porque o seu amiguinho não lhe telefonou durante todo o fim-de-semana? E chegar a casa cansado, com vontade de nos estendermos e sermos recebidos pela doçura de um “olá pai” e a história de uma aventura ou a dúvida de um problema ou a alegria de uma leitura, não são esses momentos de louvar a vida que levamos? Como é bom estendermo-nos no chão em jogos de infância e partilhar a criancice de uma qualquer brincadeira de fazer crescer. Porque teimamos em calar esses olhos vagabundos que procuram encontrar nos momentos as cores de uma delícia?&lt;br /&gt;            Como pode então alguém atentar contra isto e como se isso pouco fosse, fazê-lo ainda em Teu nome?&lt;br /&gt;Há coisas tão difíceis de compreender, Companheiro. É tão doloroso quando nos perguntam onde Estás nas barrigas deformadas dos meninos que morrem à fome. É tão inquietante, tão doridamente perturbante quando nos confrontam com a terrível pergunta de saber onde estavas quando o gás assassino calou a inocência para sempre?&lt;br /&gt;Pois é Companheiro, meu Pai, meu Amigo, meu Guia, sobretudo meu Companheiro, será assim tão difícil de compreender a Tua Infinita Bondade?&lt;br /&gt;Tu entende-nos, pois então e eu sei isso, tal como sei que nos perdoas o sermos ainda tão infantis que Tu, na Tua Sábia Paciência, aceitas que percorramos o nosso caminho à nossa maneira, à medida da liberdade que nos Concedeste, pois é disso que se trata, é isso que Te distingue das nossas criações e projecções mágicas, mitológicas e nos diz que Tu és a Luz da Criação, A Causa, o Veículo da Bondade que propiciou à inteligência a oportunidade de tentar conseguir ser capaz de Te alcançar, de ir ao Teu encontro de te abraçar na contemplação de uma Eternidade de Paz e Amor.&lt;br /&gt;Por seres Infinitamente Bom deixaste a Física desenrolar-se pelas suas próprias leis, Contentaste-te em veres nascer aqueles a quem concedeste a liberdade de Te escolherem ou não, aqueles com quem Te ofereces para partilhar a Plenitude e que pelo Amor aceitaste que tenham surgido sem a Tua interferência directa e existam pela sua própria vontade de acordo com os trilhos que decidirem seguir. Não será a Evolução um testemunho da Tua Infinita Bondade e Paciência?&lt;br /&gt;Não compreender isso é não perceber que o Universo não tem qualquer sentido e até mesmo a Vida nenhum outro pode ter por si, é não ser capaz de entender que somos nós, os intérpretes, os que transportamos connosco a inteligência, aqueles que para aquele e esta devemos encontrar uma lógica, se quisermos um norte. E tudo pela Tua Infinita Bondade que nos deixa a liberdade de fazermos ou não essa escolha, mesmo sabendo que só por ela poderemos encontrar a Eternidade e, dessa forma, Te permitir a Felicidade de connosco Te partilhares, por efeito da Tua Grandeza e para fonte da nossa felicidade.&lt;br /&gt;A Tua bondade é tanta que Criaste uma Obra que não precisa de Ti para ser explicada e apesar da nossa pequenez, apesar da nossa vaidade, apesar da nossa maldade, deixa que te diga que ao mesmo tempo temos sido corajosos a ponto de arriscarmos e termos conseguido espalharmo-nos pelo planeta inteiro, mesmo por climas e regiões inóspitas, como os desertos ou as planícies geladas do Norte e apesar da nossa juventude, apesar de toda a nossa infantilidade de pensamento e até de carácter, apesar de ainda sermos em tantos e tantos aspectos tão primitivos, lá temos sido bem sucedidos na demanda da compreensão para os enigmas que o Cosmos nos coloca e lá temos inventado linguagens que o medem e o interpretam, como é o caso desse prodígio que é a Matemática que, em última instância, possibilitará uma comunicação universal. E assim temos descoberto as leis da matéria, temos sabido elaborar máquinas e mecanismos e os mais diversos instrumentos para tentarmos ver o princípio dos princípios. E que dizer das genialidades de que temos sido capazes? Mesmo em tempos obscuros surgem aqueles que vêem ao longe e não foi brilhante que um Darwin jovem e livre pensador tivesse sido tocado pela intuição de perceber que mesmo nós resultamos de um complexo jogo de combinações e contingências em que o acaso fala e de que acabaram por resultar indivíduos com as características bio-genéticas que temos hoje e que nos destacam, enquanto animal, dos outros que, na nossa árvore genealógica, nos antecederam?&lt;br /&gt;Onde está a Tua Omnipotência? Onde está a Tua Omnisciência?&lt;br /&gt;Evidentemente que Tu és Omnipresente e Omnisciente, mas Tu meu Companheiro, Infinitamente Bom como És, preferiste não interferir e apenas nos emites sinais, alguns sinais que nós podemos interpretar e servirmo-nos deles para nos guiarmos em Teu alcance. Quem diz disto que Tu nos abandonaste não percebe que Tu jamais poderias pretender que Te adorassem por idolatria, o mesmo é dizer que Tu, meu Companheiro, meu Infinitamente Bom Companheiro, jamais poderias querer que Te adorassem por ser essa a Tua vontade, que nós Te procurássemos e Te seguíssemos porque Tu assim determinaras. Seria por acaso muito curioso de ouvir se quem assim Te vê também pensa que Tu és permeável ao tédio o que estaria desconcertantemente em desalinho com tudo aquilo que depois falam sobre o Teu Poder Infinito, pois porque outro motivo seria que Tu pretenderias impor a partilha da Eternidade a quem quer que fosse? Eu sei que Tu sorris perante tanta puerilidade e que sabiamente esperas que sejamos capazes de Te encontrar, ainda que num futuro distante mas isso para Ti não importa, Tu não te encontras no Tempo, carinhosamente esperas que sejamos capazes de sobreviver ao manuseamento de tecnologias de destruição massiva, ao uso da manipulação do núcleo do átomo e do que dentro dele interage e do Holocausto de uma guerra com armas dessa natureza.&lt;br /&gt;Somos nós, Companheiro, somos nós quem tem que abrir o coração para que Te aceitemos e nele Te abriguemos; não és Tu quem tem que nos dar o que quer que seja, não és Tu quem tem que nos dizer o que deveremos fazer, somos nós, Teus filhos, os simples mortais a quem a inteligência dotou da capacidade de Te procurar, somos nós quem tem que Te dar o sentido dos nossos caminhos, é a nós que compete perceber que amar-Te é procurar-Te, é receber-Te, é viver com a Tua Luz no interior da alma, é viver na demanda da justiça para com o semelhante e a isso acrescentar-lhe o prazer da partilha, da dádiva para com o próximo que nada impede que se restrinja ao sorriso de bons dias com que podemos receber todos aqueles com que nos cruzamos e à certeza de nada fazer que mal gere para outrem. É essa a via da Eternidade, pois só por dessa maneira é possível conceber a perpetuação do nosso legado de humanos.&lt;br /&gt;E há pessoas tão bonitas, meu Companheiro, como as manhãs solarengas, mesmo no Inverno, quando a luz já conquistou umas boas mãos cheias de minutos à noite mais longa, fazem sorrir o olhar que se deixa seduzir pelos relances de uma imagem, como os pássaros que se afoitam para a azáfama de receberem a Primavera nos fazem parar de ouvidos à espreita, há seres tão cativantes que nos entusiasma tanto conhecermos, gente linda que nos transmitem serenidade e beleza e que só por as vermos, só por com elas falarmos, sentimos que é belo viver que vale a pena ter acordado e vindo para a vida cheio de energia para receber uma prenda tão sedutora em forma de encontro.&lt;br /&gt;Há o reverso, é certo e nem temos que nos lembrar das verdadeiras encarnações de Samael que tanto horror e sofrimento trouxeram ao mundo. Basta que atentemos na falta de escrúpulos que corrompe e traz malefícios em troca de satisfações gananciosas de poder e mais poder que a tantos retira o trabalho que dá o pão e atira a maioria dos nossos irmãos para o limiar da subsistência mais atroz e da ausência de dignidade, essa Tua Centelha que todos, sem excepção, por sermos Teus filhos, transportamos quando nascemos e que nada mais é que o respeito que merecemos de nos ser dada a possibilidade de escolhermos um caminho para o nosso palmilhar as sete partidas da existência. Como é que é possível que num planeta, um ínfimo pontinho tão frágil mas simultaneamente tão maravilhosamente paradisíaco, nós não sejamos capazes de viver sem fomes e sem guerras, sem rapinas e sem miséria, quando temos todos os recursos e os meios tecnológicos, científicos e até mesmo económicos para conseguirmos viver na partilha desse legado admirável da Tua Obra?&lt;br /&gt;Mas é isso, Companheiro, Tu sabes e eu sei e naturalmente haverá muito mais quem também saiba que a Maldade é obra humana, não existe na Natureza Cósmica que tu criaste, pois aí, os factores de destruição inserem-se na dualidade de ciclos de renovação com que se faz a continuidade do Tempo que Esta Tua Obra dure se é que não durará para todo o sempre. Do mesmo modo que só cada um de nós pelos actos que pratica pode perder a dignidade com que nasce, por isso é indigno aquele que atenta contra ela com o que, em concomitância, o faz contra Ti, a Maldade foi uma escolha dos homens, de homens vulgares e comuns como eu que aqui te estou a escrever neste momento, sentado à sombra de uma parede decrépita enquanto as águas da maré vão embebendo as esmurraceiras e fazendo um barquinho envilecido deixar de estar parado sobre a lama, para baloiçar ao de leve na trepidação que o movimento causa no espelho liquefeito. São as pessoas que escolhem fazer o mal e o praticam e não nenhuma força exterior a elas que lhes imponha tais condutas. São elas, pelos seus valores ou pela ausência deles, são elas que pela sua vontade mais ou menos consciente, mais ou menos dolosa, são que elas que decidem levar o flagelo e o sofrimento ao esmagamento do seu semelhante e foram e são elas que pela intensidade e a natureza da dor que provocam fazem com que a Maldade possa surgir entre nós.&lt;br /&gt;E até isso decorre da Tua Infinita Bondade, da Infinita Paciência com que nos brindaste com a liberdade de podermos viver na Terra de acordo com as nossas leis e vontades e de o fazermos com a liberdade de podermos escolher o caminho das nossas vidas e em ele podermos escolher precisamente entre a prática da maldade ou não.&lt;br /&gt;Pois nem mesmo deixaste o Teu Caminho como a única via para falarmos da dignidade com que nascemos, do modo como a podemos perder, de como por ela podemos justificar a liberdade e aí encontrarmos uma vez mais a possibilidade de compreendermos a preferência de escolhermos entre a prática da maldade ou não. Não nos dizem as ciências que somos membros de uma mesma espécie e que a vida de cada um de nós é um acontecimento singular e irrepetível, com o que poderemos defender para nós o estigma da infinita dignidade só consentânea com a liberdade individualizadamente considerada? Não podemos derivar daí valores semelhantes àqueles que para a vida diária da nossa condição de humanos Tu nos gravaste na pedra da Aliança? Como Tu és Misericordioso que várias são as veredas que nos deixas para a Salvação.&lt;br /&gt;Sabes que eu às vezes gosto de imaginar histórias de Anjos? E nelas gosto de me deixar levar pelo pensamento e várias têm sido as ocasiões em que eu dei comigo a pensar que esses bandos de Querubins são como que as borboletas do Universo por onde deambulam para acompanharem aqueles que como nós aí têm a sua casinha comum? E então penso que se muitos terão sido por Ti criados, os restantes resultam do prémio que as pessoas boas têm quando o seu relógio biológico as remete para o Teu doce regaço.  E o curioso meu Companheiro, algo que sempre me fascinou e deixou cheio de esperança e simultaneamente cheio de Fé, é a verificação que as únicas pessoas verdadeiramente boas que conheci, pessoas sem o mínimo vestígio de maldade, seres puros e cheios do belo de almas imaculadas, são pessoas que não Te consideram nas suas vidas que fazem na completa ausência de qualquer consideração a Teu respeito. E eu tenho a certeza que a mulher mais maravilhosa que conheci em todas as minhas andarilhices pelas esquinas do destino, o ser que mais gozo me deu saber que existe e conhecer de perto e que guardo no mais profundo do meu coração e da minha alma, um dia será um dos Anjos que nos acompanham, sem no entanto interferirem nos nossos assuntos. E no entanto não crê em Ti, tem mesmo uma mundivisão assente em ópticas materialistas, se assim posso falar, mas que dizes de alguém que um dia, perante o desespero de um adolescente que, na aula, não fora capaz de mais nada pintar que um borrão, por descrédito da capacidade de conseguir fazer o que quer que fosse, perante isso teve a minha querida amiga a espontânea expressão, “-Olha que bonito está!”, para depois organizar uma exposição temporária da arte dos seus aprendizes, na qual, em lugar ligeiramente destacado estava, justamente, o borrão? Pois foi esta a única pessoa de quem sou capaz de afirmar estar inteiramente isenta de maldade. Sempre a vi aceitar, mesmo aquilo que para ela lhe levou a dor que naturalmente procura contrariar mas nunca pisando alguém e nunca deixando de julgar o semelhante com justiça. E foi ela a única pessoa ao lado de quem eu me senti inteiramente eu, como sou, no completo da minha pessoa.&lt;br /&gt;Ora isso traz-me esperança, Companheiro, multiplica a minha Fé, pois afinal materializa a razão de ser da Tua Infinita Bondade e por aí ganho energias para levar de feliz a minha vidinha de homem simples e banal, cujos maiores encantos são as delícias da partilha do quotidiano com as duas pessoas que tudo são para ele, as filhas adoradas e que lhe enchem a alma de mimos e cujas maiores ambições se resumem a viver em silêncio, despercebidamente, sem deixar lixo como rasto da sua passagem. Quando ouço alguém dizer que não podemos viver Contigo, com a tua demanda, mesmo no mundo dos negócios, deixo sempre que um sorriso invisível me traga à memória o lado de cá da esperança.&lt;br /&gt;Olha a bola que o ocaso incendeia agora mas que daqui a nada se prateará, à medida que pela aparência se eleva aos nossos olhos. Está na hora de regressar, para fazer o mesmo que me trouxe até aqui. Anda daí, meu Companheiro, vamos descer aquela álea de choupos que tanto me embriaga de visões de luz e penumbras, onde no começo estará a Misteriosa caixinha de correio onde poderei depositar esta carta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Luís F. de A. Gomes&lt;br /&gt;            Porto, Alhos Vedros, 3, 8 e 9 de Março de 2007&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34588281-5482941136960067223?l=paudogato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paudogato.blogspot.com/feeds/5482941136960067223/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34588281&amp;postID=5482941136960067223&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/5482941136960067223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/5482941136960067223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paudogato.blogspot.com/2007/07/conversas-de-rui-e-lus.html' title='CONVERSAS DE RUI E LUÍS'/><author><name>ATIREI O PAU AO GATO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09748505658685763369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34588281.post-5078733655295750830</id><published>2007-06-23T18:22:00.000+01:00</published><updated>2007-06-23T19:07:08.431+01:00</updated><title type='text'>CONVERSAS DE RUI E LUÍS</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;NOTAS DE PENSAMENTO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;        &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;screvo aqui alguns comentários, em relação à conversa que tivemos, a desfrutarmos o Tejo.&lt;br /&gt;Falámos sobre os nossos interiores, sobre uma das leis que operam no Universo; a dualidade. E acerca de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Comecemos pelos nossos interiores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se observamos cuidadosamente a nossa vida, o nosso dia a dia, verificamos que nunca somos idênticos: às vezes se manifesta em nós uma pessoa esplêndida,   benevolente, em outro instante uma pessoa irritada, mais tarde impaciente, depois autoritária, triste, alegre, etc, etc...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Surgem-nos fluxos de Pensamentos contínuos em forma de desejos, sonhos, discursos, sexo, paixões, dramas pessoais, mentiras, vícios, preocupações, complexos, imagem pessoal e por ai fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Nossa personalidade é como uma marioneta ao sabor dos diversos estados que projectamos do nosso interior. Somos envolvidos e absorvidos por uma teia de regras, leis, códigos morais, modas, marketing, que nos influenciam e moldam comportamentos.&lt;br /&gt;          Vivemos como que esquecidos de nós mesmos, acabamos por não saber viver conscientemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nos questionamos: quem somos? O que fazemos aqui? Como funcionamos? Qual a consciência de nós mesmos?&lt;br /&gt;Se quisermos realmente responder a estas questões, então é necessário compreender a nossa pessoa, como funcionamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Se reparares "somos uma sucessão contínua de pensamentos" estamos sempre a emitir pensamentos.&lt;br /&gt;         DEVEMOS COMEÇAR POR AI, parar nos pensamentos: analisá-los, compreendê-los, transmutá-los.&lt;br /&gt;         Se nos queremos chegar a conhecer a nós mesmos, então temos que auto-observarmo-nos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Quando observamos algo exterior, a atenção é dirigida para fora, para o mundo exterior e através dos nossos sentidos captamos o que nos rodeia.&lt;br /&gt;         Na auto-observação a atenção é orientada para dentro, para o nosso interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         O nosso mundo interior é auto observável em si mesmo e dentro de si mesmo.&lt;br /&gt;         Quase tudo provém do nosso interior,  tudo se passa nos nossos pensamentos, que projectamos na Mente ou emitimos para o exterior através da fala, de atitudes ou comportamentos.&lt;br /&gt;          O que se passa no exterior é o reflexo do que pensamos interiormente.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;       O Mundo exterior é observável através dos sentidos.&lt;br /&gt;        O Mundo interior é auto-observável em si mesmo e dentro de si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Pensamentos, ideias, emoções. SÃO INTERIORES. Invisíveis para os sentidos.&lt;br /&gt;Em nossos mundos internos: amamos, desejamos, sonhamos, bendizemos, maldizemos, gozamos, sofremos, suspeitamos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito de Real, é aquilo que experimentamos no nosso interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Cada pensamento negativo (má vontade, cobiça, ira, vingança, orgulho, luxúria, inveja, ódio, ressentimento, ciúmes, raiva, desconfiança, suspeita...) Cada pensamento desses é uma emanação de energia É COMO UMA PESSOA DIFERENTE QUE VIVE DENTRO DE NÒS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande e difícil Batalha Interior é a luta contra todos esses defeitos e pensamentos.&lt;br /&gt;É a eliminação das partes negativas que nos permite que as nossas energias interiores e a nossa própria Alma adquiram pureza e graus vibratórios que lhe permita ascender nas hierarquias Divinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É essa a luta de vencermo-nos a nós próprios.&lt;br /&gt;É parar nesses pensamentos e eliminá-los, transmutá-los no momento em que eles comecem a surgir.&lt;br /&gt;         Para te venceres a ti próprio terás que vencer esta luta; pensamento a pensamento, desejo a desejo, vício a vício, complexo a complexo... É a batalha entre o bem e o mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chave está na dissolução dos elementos indesejáveis que carregamos dentro de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Auto-conhecendo-nos, vendo como somos internamente, iniciaremos o caminho em direcção à Verdade e Liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós somos o que é a nossa vida.&lt;br /&gt;Acreditamos que é importante o que não é importante; a última noticia, a última moda, a aventura amorosa, as fofocas, as calúnias, os boatos as diversões...Envolvidos no quotidiano, nem nos apercebemos que nem os nossos pensamentos, nem as nossas acções e nem os nossos desejos nos pertencem verdadeiramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dando-te como exemplo o sexo (relacionamentos) que é uma energia muito poderosa e transformada em desejo, talvez seja o "inimigo" mais difícil de combater. O sexo e a busca de um parceiro é como que o centro de gravidade das nossas actividades.&lt;br /&gt;Se reparares, a razão de fundo pela qual as pessoas frequentam grupos, associações, Internet são impelidas pelo sexo, reúnem-se no café impelidas pelo sexo, vão à praia impelidas pelo sexo, jantaradas, festas, bares, discotecas, o sexo está sempre presente e por ai fora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suponhamos que um pensamento qualquer de luxúria com uma amiga se apossa de nós e começa a projectar na tela da Mente cenas de sexo. Se nos identificamos com esses pensamentos eles permanecerão. Mas se os eliminarmos ou transmutarmos da nossa psique obviamente eles desaparecerão. Este é um exemplo da luta interior contra nós próprios, contínua, pensamento a pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra situação como exemplo: se ao chegarmos, ao nosso carro e verificamos que ele tem uma amolgadela, provocada por alguém que nem deixou contacto, basta isso para nos sentirmos imediatamente infelizes e tristes.&lt;br /&gt;Com raiva pelo sujeito que fez aquilo, com as despesas que temos de suportar injustamente, "ficamos com o dia estragado". Catapultamos uma série de pensamentos negativos, que sem nos apercebermos, só nos ajudam a continuar infelizes e tristes e essa sensação só se vai desvanecendo com o passar do tempo.&lt;br /&gt;Mas se tivermos a capacidade de parar nesses pensamentos, de analisá-los, transmutá-los, inverter a sua polaridade, então podemos começar a transformar a infelicidade e tristeza que nos envolvem interiormente. Se levarmos uma vida auto-consciente somos nós que dirigimos caso contrário somos dirigidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar em inverter as polaridades e já que me estou a alongar muito, vou abordar as outras duas questões de que falámos e tentar ser breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus, o Todo, Alá, o Inefável, Aquele que É, O que É ;ou qualquer outra designação que lhe queiramos atribuir é UNO é a unidade.&lt;br /&gt;O cosmos, o universo, onde estamos inseridos, Tudo é Duplo.Há dois lados em tudo. Tudo tem dois pólos.&lt;br /&gt;Tudo tem o seu oposto. Tudo tem dois extremos.&lt;br /&gt;Esta é uma Lei que rege o universo, também as nossas vidas.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagina dois extremos, no meio um ponto neutro (EX: números positivos , números negativos e o zero) e um pêndulo que oscila entre os dois extremos. É assim que se manifesta a Lei da Dualidade.&lt;br /&gt;Os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em graus consoante o pêndulo está posicionado.&lt;br /&gt;Os opostos são a mesma coisa, diferindo somente em grau.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembras-te...! Falámos do calor e do frio, ainda que sejam opostos; são a mesma coisa, a diferença situa-se na variação do grau da temperatura. Falamos em calor, quando as temperaturas se situam acima dos 30 graus, em frio quando são menores que os 10 graus.&lt;br /&gt;Qual a diferença entre o grande e o pequeno? Entre o alto e o baixo? Entre o branco e o preto? As diferenças consistem nas variações de graus, com muitos graus de diferença entre os dois extremos. &lt;br /&gt;            Tudo o que adjectivamos existe em opostos.&lt;br /&gt;Mas isto é o universo é a vida. Dentro de Nós e fora de Nós existem sempre as duas partes e deslocamo-nos entre os dois extremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta Lei também opera nos pensamentos e no plano mental.&lt;br /&gt;Todos nós já vivemos múltiplos períodos e situações de:&lt;br /&gt;Amor e de Ódio.&lt;br /&gt;         Alegria e de Tristeza.&lt;br /&gt;Coragem e de Medo.&lt;br /&gt;Saúde e de Doença.&lt;br /&gt;Bem-estar e de Mal-estar.&lt;br /&gt;Esperança e de desespero.&lt;br /&gt;Felicidade e de Infelicidade... etc... etc... etc...&lt;br /&gt;         Mas tudo isto está dentro de Nós, as duas partes fazem parte de Nós... e o pêndulo oscila em movimentos entre os opostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Nós também existe a dualidade, o próprio cérebro está dividido em dois; hemisfério direito e esquerdo.&lt;br /&gt;A nossa própria vida é dual. Possuímos o nosso próprio "mundo interior" que é só nosso. Mas perante os outros e a sociedade fabricamos a nossa imagem exterior&lt;br /&gt;Quando se afirma que a vida é um palco e nós actores cheios de máscaras,é essa a nossa realidade exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Como é que podemos interferir com esta Lei? Como é que podemos utilizá-la na nossa vida?&lt;br /&gt;         Os nossos estados Mentais em relação a qualquer coisa são todos uma questão de graus.&lt;br /&gt;         Dois estados Mentais diferentes, mas com a mesma natureza,é possível mudar as vibrações e as energias dos pensamentos.&lt;br /&gt;         Pomos em movimento o princípio da dualidade e concentramo-nos sobre o pólo oposto ao que queremos suprimir.&lt;br /&gt;         Os nossos estados interiores podem ser transmutados e transformados de grau em grau, de extremo a extremo.&lt;br /&gt;Podes transformar aquilo que é desagradável em agradável; o que é negativo em positivo; tristeza em alegria; ódio em amor, etc... etc...&lt;br /&gt;Imagina que aconteceu qualquer coisa desagradável e ficaste cheio de ódio; se parares nos pensamentos, se sentires conscientemente o teu estado interior e contrapores pensamentos de amor estás a mudar a polaridade do teu estado interior. Podes transmutar o ódio em amor e vice-versa, porque são da mesma natureza. Não podes transmutar ódio em coragem ou alegria porque são de naturezas diferentes. Podes transformar medo em coragem ou alegria em tristeza; podes transformar tudo, é uma questão de estares desperto, auto-consciente, controlares os pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por curiosidade:&lt;br /&gt;         A aplicação destes princípios das Leis Universais, eram os princípios básicos da arte da Alquimia, que se baseava no domínio das forças Mentais e não como geralmente se crê, no dominio dos elementos materiais. Os textos mais antigos que conheço sobre estes temas são alquimistas. Vou comentar mais duas leis que interagem com a dualidade.&lt;br /&gt;          A Lei do Ritmo e a Lei da Compensação. A lei da dualidade e a lei do ritmo, faziam parte das 7 leis que os Alquimistas consideravam como as mais importantes, que se manifestam no universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Lei do Ritmo é a lei responsável pelos ciclos de vida nascer-crescer-amadurecer-decair-morrer-renascer; tudo tem um fluxo e um refluxo, tudo avança e recua é a lei responsável pela ascensão e queda das nações, civilizações por exemplo a economia (neste momento estamos em recessão, anteriormente estávamos em ascensão).&lt;br /&gt;Lei da Compensação: a medida do movimento à direita è a medida do movimento à esquerda; tudo se manifesta por oscilações compensadas, o ritmo é a compensação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Dando como exemplo a Felicidade, talvez o principal objectivo de todas as pessoas...Só que nos esquecemos que vivemos num Universo Dual e como tal a infelicidade também faz parte.&lt;br /&gt;           Quando vivemos períodos de intensa felicidade, vão-nos surgir períodos de intensa infelicidade. Quando vivemos momentos de felicidade moderada, teremos momentos de infelicidade moderada e assim sucessivamente, vivênciamos vários ciclos com diversos graus.&lt;br /&gt;           Se reparares, mesmo as pessoas com muito poder ou com fortunas incalculáveis tem períodos(ciclos) de felicidade e infelicidade, assim como os pobres e humildes. Ambas existem e fazem parte da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          &lt;br /&gt;São as partes negativas que nos causam infelicidade, se não anularmos todas as naturezas que nos provocam infelicidade esta irá continuar a manifestar-se.&lt;br /&gt;Geradores de infelicidade: inveja, ciúme, ira, tristeza, ódio, desgostos. morte, desconfiança, injustiça, complexos, traição, sonhos por concretizar, desejos por realizar... etc... etc, mesmo quando sentimos satisfação com vinganças, sacanices, mentiras...mais tarde o arrependimento e remorsos causam-nos infelicidade.&lt;br /&gt;Polarizando e transmutando o negativo em positivo(È UMA LUTA CONSTANTE CONTRA NÒS PRÒPRIOS E ASCONTIGÊNCIAS DA VIDA) eliminando os maus pensamentos, colocando o pêndulo no "LADO DO BEM", consegues ultrapassar ciclos de infelicidade e usufruir de felicidade interior mais estável e duradoura.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           A lei do ritmo manifesta-se entre os extremos (pólos) estabelecidos pela dualidade; não se pode anular a lei do ritmo&lt;br /&gt;      (ciclos) ou impedir as suas manifestações, assim como as outras Leis Universais, mas poderás escapar da sua actividade, principalmente nos ciclos negativos, através da transmutação de pensamentos e pela lei da neutralização.&lt;br /&gt;           A vibração do pêndulo realiza-se no plano inconsciente, se aplicares transmutação e a lei da neutralização a vibração não é manifestada na consciência."É como se te elevasses acima de uma coisa e ela passasse por baixo.&lt;br /&gt;           Evitas que os Estados Mentais negativos (ex: infelicidade) te dominem; e fortaleces o domínio de ti próprio e da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Vivemos a nossa vida exterior, mais em função daquilo que os outros possam pensar de Nós, do que em função de Nós próprios.&lt;br /&gt;           Os dias sucedem-se e por vezes surgem-nos problemas, preocupações, injustiças, situações que nos magoam...(infelicidade).&lt;br /&gt;           Superar e transmutar todas estas contingências da vida não é facíl. Geralmente, acomodamo-nos e deixamo-nos ir ao sabor da corrente. Reclamamos que este Mundo é cruel, corrupto, degradado, injusto, louco, fazemo-nos de vítimas e coitadinhos mas não nos preocupamos em saber porque é que as coisas acontecem assim.&lt;br /&gt;            Raramente, de manhã, frente ao espelho nos interrogamos. O que é a minha vida? O que é que Eu Sou afinal? Sou feliz?&lt;br /&gt;            O que é que consegui, o que é que quero da Vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Existe o Livre Arbítrio, a escolha é sempre nossa, existem sempre as duas partes: ou continuamos adormecidos com a Vida a passar-nos ao lado... Ou despertamos e começamos a conhecer-nos e a tudo aquilo que nos rodeia. A força de vontade é importante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;Rui&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#663333;"&gt;A ver o Rio&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34588281-5078733655295750830?l=paudogato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paudogato.blogspot.com/feeds/5078733655295750830/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34588281&amp;postID=5078733655295750830&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/5078733655295750830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/5078733655295750830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paudogato.blogspot.com/2007/06/conversas-de-rui-e-lus.html' title='CONVERSAS DE RUI E LUÍS'/><author><name>ATIREI O PAU AO GATO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09748505658685763369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34588281.post-9132558203606178372</id><published>2007-06-23T18:18:00.000+01:00</published><updated>2007-06-23T18:19:02.531+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_KZ6Qx0rjsAY/Rn1V6y5gR-I/AAAAAAAAAAk/EnfAOJnTzFk/s1600-h/SABEDORIA[1].jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079310423327524834" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_KZ6Qx0rjsAY/Rn1V6y5gR-I/AAAAAAAAAAk/EnfAOJnTzFk/s320/SABEDORIA%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Sabedoria&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34588281-9132558203606178372?l=paudogato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paudogato.blogspot.com/feeds/9132558203606178372/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34588281&amp;postID=9132558203606178372&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/9132558203606178372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/9132558203606178372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paudogato.blogspot.com/2007/06/sabedoria.html' title=''/><author><name>ATIREI O PAU AO GATO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09748505658685763369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_KZ6Qx0rjsAY/Rn1V6y5gR-I/AAAAAAAAAAk/EnfAOJnTzFk/s72-c/SABEDORIA%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34588281.post-9139270920818443821</id><published>2007-06-09T18:20:00.000+01:00</published><updated>2007-06-09T18:26:23.993+01:00</updated><title type='text'>CONECTIONS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Com este pequeno ensaio que hoje concluímos, fazemos aqui a nossa modesta homenagem ao &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://correpe.blogspot.com"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Zeca&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, o pintor responsável pelas peças de arte que dividem os diversos textos que temos vindo a apresentar nesta janela de o "Atirei o Pau ao Gato". Para ele que tanta generosidade revela, a gratidão pela amizade e o maior bem-haja que sempre está contido naquele abraço.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Luís&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;5&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;I&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;sso implica um regresso ao início deste artigo, desta vez com uma outra interrogação:&lt;br /&gt;Neste sentido, será que o preconceito etnocêntrico pode alguma vez ser superado?&lt;br /&gt;Antes, contudo, coloquemos uma outra:&lt;br /&gt;Como ultrapassar os referidos medos e o egocentrismo?&lt;br /&gt;Por via do conhecimento que no segundo caso deverá ser acompanhado por valores morais.&lt;br /&gt;Retomando a primeira pergunta, vejamos o caso, novamente, em comparação com o racismo.&lt;br /&gt;De acordo com uma abordagem fria da temática, estamos mais tranquilos perante estas últimas ideografias, sempre passíveis de serem refutáveis.&lt;br /&gt;Com isto não se deduza uma atitude menos atenta ou, se quisermos, mais displicente. Seria um erro. Serenamente, queremos apenas dizer que estando em alerta permanente, jamais desperdiçaremos uma oportunidade para objectarmos novos eventuais contributos para as ideografias em causa.&lt;br /&gt;Digamos que em face do racismo, esta poderá ser uma posição a tomar, claro está, estritamente em termos de argumentação científica.&lt;br /&gt;Quanto ao preconceito etnocêntrico a coisa é mais complicada. Sabemos que ele parte de mecanismos que não dependem da nossa vontade e ou consciência.&lt;br /&gt;Acontece que em rigor, nada nos permite afirmar que o medo e o egocentrismo possam vir a ser definitivamente debelados. Provavelmente enquanto possibilidade existirão sempre na vida dos homens e especialmente em relação ao primeiro, nem poderemos estar certos que seria positivo ou passível de consequências positivas para a espécie se tal viesse a suceder.&lt;br /&gt;É admissível que em situações pontuais eles possam ser postos de parte e ainda que isso possa acontecer em grande parte dos casos.&lt;br /&gt;Ora isto é o mais importante, saber que à medida que formos propiciando a aproximação dos povos e sempre que consigamos inviabilizar as manifestações dos medos xenófobos e das atitudes egocêntrica, com isso poderemos fazer recuar as possibilidades de a interacção entre aqueles fenómenos gerar o preconceito etnocêntrico.&lt;br /&gt;Daqui resulta que deveremos escolher uma permanente posição preventiva.&lt;br /&gt;Estaremos sempre dispostos e procuraremos manter as condições para uma resposta eficaz a estes preconceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;Luís F. de A. Gomes&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34588281-9139270920818443821?l=paudogato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paudogato.blogspot.com/feeds/9139270920818443821/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34588281&amp;postID=9139270920818443821&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/9139270920818443821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/9139270920818443821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paudogato.blogspot.com/2007/06/conections.html' title='CONECTIONS'/><author><name>ATIREI O PAU AO GATO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09748505658685763369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34588281.post-4535366586893819963</id><published>2007-05-26T18:20:00.000+01:00</published><updated>2007-05-26T18:23:27.201+01:00</updated><title type='text'>CONECTIONS</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;4&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;C&lt;/strong&gt;hegados aqui, não poderemos avançar sem indagarmos o porquê do etnocentrismo.&lt;br /&gt;Recordemos que aquele preconceito é a ideia que os padrões culturais de uma sociedade humana são, para os indivíduos que lhe dão corpo, mais importantes e avançados que os das outras.&lt;br /&gt;Cabe agora perguntar, em que se baseia esta crença?&lt;br /&gt;Quais são os alicerces dessa propensão para conferirmos maior importância às nossas próprias formas de vida?&lt;br /&gt;O que levará alguém a afirmar a superioridade da sua cultura em relação às outras.&lt;br /&gt;No ensaio anterior escrevemos que o isolamento geográfico propiciou o desenvolvimento do preconceito em referência. Terá sido o seu enquadramento exterior.&lt;br /&gt;Porém, continuamos a falar de pilares exteriores aos indivíduos.&lt;br /&gt;Mas, se como sustentámos, o preconceito etnocêntrico é uma crença e, por isso, sendo inconsciente no discurso de uma certa pessoa, não é algo natural à sua biologia, ainda assim é pertinente que se coloque a seguinte dúvida:&lt;br /&gt;Inerentemente aos seres humanos não existirão factores –salvo seja a expressão- que facilitem o aparecimento da resposta etnocêntrica?&lt;br /&gt;Respondemos pela afirmativa e, por ora, limitar-nos-emos a destacar dois elos para esta problemática.&lt;br /&gt;Falamos do medo e do egocentrismo.&lt;br /&gt;No primeiro caso referimos uma coisa que é própria dos seres humanos e que se pode revelar em qualquer pessoa, o medo dos outros, do desconhecido, isto é, os receios e os temores que possamos sentir em face do que não conhecemos ou do que, sendo conhecido, sabemos ser doloroso.&lt;br /&gt;Precisamente por isto, os sociólogos rurais identificam a aldeia como espaço securizante na cosmovisão dos seus habitantes.&lt;br /&gt;No segundo estamos a pensar na humana tendência para nos apresentarmos como as pessoas mais importantes, atitude normal durante certo período nos princípios das nossas vidas, pelo menos no que diz respeito aos cidadãos das sociedades ocidentais.&lt;br /&gt;Em ambos os casos não estamos a dizer que seja algo comum a todos os elementos da nossa espécie. Mas em contrapartida, é algo a que ninguém estará imune no princípio da vida.&lt;br /&gt;Isso facilita a projecção colectiva que se materializa no etnocentrismo.&lt;br /&gt;Estes fenómenos podem interactuar e levarem os indivíduos a desenvolverem o preconceito etnocêntrico, justamente como forma de afirmação e ainda como meio de conter os medos aludidos e também de dar escoamento a esses impulsos egocêntricos.&lt;br /&gt;Com isto interagem para que o etnocentrismo seja, na sua génese, um fenómeno não dependente da nossa vontade e ou consciência.&lt;br /&gt;De qualquer modo, aquela interactuação não tem necessariamente o desenlace apresentado.&lt;br /&gt;Neste aspecto incide o modo como, em geral, os humanos vão construindo o seu conhecimento comum do mundo, dentro e a partir dos seus espaços de vivência quotidiana.&lt;br /&gt;Essa formação dentro de parâmetros limitados ao nosso próprio modo de vida conflui para que a interacção dos citados mecanismos tenha maior tendência para propiciar a expressão do preconceito etnocêntrico.&lt;br /&gt;Quando falamos em superar o etnocentrismo, para lá de tudo quanto tenhamos escrito até aqui, vemo-nos forçados a considerar o que pode dirimir estes últimos fios em que aquele se consolida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Luís F. de A. Gomes&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34588281-4535366586893819963?l=paudogato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paudogato.blogspot.com/feeds/4535366586893819963/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34588281&amp;postID=4535366586893819963&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/4535366586893819963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/4535366586893819963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paudogato.blogspot.com/2007/05/conections_26.html' title='CONECTIONS'/><author><name>ATIREI O PAU AO GATO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09748505658685763369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34588281.post-4015693298335775357</id><published>2007-05-13T16:31:00.000+01:00</published><updated>2007-05-26T18:24:56.445+01:00</updated><title type='text'>CONECTIONS</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;3&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; fim de propormos a falta de razoabilidade do preconceito etnocêntrico avançaremos com duas ordens de argumentos. Inicialmente uma de carga fraca em que nos limitaremos a rejeitar um dos componentes daquele silogismo apriorístico. Em segundo lugar uma outra mais forte com a qual se sublinhará a impossibilidade da sua sustentação.&lt;br /&gt;Ataquemos a crença na superioridade civilizacional.&lt;br /&gt;Logicamente não haverá alguém de bom senso que possa negar os diferenciados graus de sofisticação tecno-económica e de condições de vida entre as diversas sociedades humanas.&lt;br /&gt;Fazer dessa evidência um ponto de análise explicativa é, tão só, uma tautologia que pouco ou nada vale. Diríamos que nem faz sentido.&lt;br /&gt;Equivale a dizer-se que certas sociedades humanas são mais evoluídas pelo facto de serem mais evoluídas.&lt;br /&gt;Mais importante, na nossa perspectiva, interessa ressalvar que o problema deve ser encarado sob outra óptica, pois, no âmbito anterior, estamos a manuseá-lo de uma forma abstracta.&lt;br /&gt;Na realidade, ao pretender-se justificar os desníveis culturais com eventuais capacidades dos indivíduos ou, se o quiséssemos fazer de modo inverso, argumentando que as civilizações mais avançadas geram seres mais capazes, nesta dimensão, dizíamos, seria sobre as pessoas propriamente ditas que deveríamos focar a nossa atenção e não sobre o universo macro das organizações sociais. Neste caso, apenas centrados nos seres humanos concretos poderemos abandonar os meandros de uma lógica metafísica.&lt;br /&gt;E para diabolizarmos a crença na superioridade civilizacional que significa centrarmo-nos nas pessoas propriamente ditas?&lt;br /&gt;Antes de mais nada entender que o homem comum de uma cultura dita mais evoluída dificilmente sobreviveria, pelos seus próprios conhecimentos e sem outros meios que não fossem o seu corpo e experiência pessoal ordinária, por exemplo, em ecossistemas como o deserto australiano ou a selva amazónica.&lt;br /&gt;Apesar disso, em essas paragens habitam gentes e aí se formaram tecidos sociais que se revelaram capazes de permitir a perenidade local da espécie, tanto biológica como culturalmente.&lt;br /&gt;Seguidamente, a referida focagem significa recordar que, por via da aprendizagem, qualquer indivíduo pode habilitar-se a viver em uma cultura diferente da sua.&lt;br /&gt;Com isto perde interesse colocar o problema na dicotomia superioridade versus inferioridade civilizacional.&lt;br /&gt;Verificamos, isso sim, diferentes respostas culturais em diversos enquadramentos ambientais do nosso planeta.&lt;br /&gt;Sem embargo, permanece a possibilidade de alguém colocar a hipótese de que o preconceito etnocêntrico, exactamente como o definimos, seja um fenómeno natural aos seres humanos, isto é, algo inerente à sua condição física e psicológica.&lt;br /&gt;É impossível seguir esse caminho.&lt;br /&gt;Tal implicaria sermos capazes de provar empiricamente que as crianças de grupos étnicos diferentes se repelem de modo natural e espontâneo, ou que os petizes de grupos tidos por mais desenvolvidos são sempre as melhores.&lt;br /&gt;Pelo menos até ao momento, essas comprovações fulcrais nunca foram conseguidas e, assim, ninguém pode sustentar a naturalidade do etnocentrismo.&lt;br /&gt;Nem nos esqueçamos que ele é uma crença e, como tal, susceptível de transmissão cultural mas não biológica ou genética.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Luís F. de A. Gomes&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34588281-4015693298335775357?l=paudogato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paudogato.blogspot.com/feeds/4015693298335775357/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34588281&amp;postID=4015693298335775357&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/4015693298335775357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/4015693298335775357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paudogato.blogspot.com/2007/05/conections.html' title='CONECTIONS'/><author><name>ATIREI O PAU AO GATO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09748505658685763369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34588281.post-7754105380308778138</id><published>2007-04-28T19:11:00.000+01:00</published><updated>2007-05-26T18:24:25.683+01:00</updated><title type='text'>CONECTIONS</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#000000;"&gt;2&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;S&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;e quisermos compreender a relação entre o racismo e o etnocentrismo, há duas perguntas de que não poderemos abdicar.&lt;br /&gt;Como justificar que alguém –certamente com honestidade intelectual- possa ter apontado factores rácicos como os responsáveis pelas diferenças culturais entre as civilizações e sociedades humanas?&lt;br /&gt;O que poderá ter estado na base da ideia que algumas raças são capazes de construir civilizações superiores enquanto outras não?&lt;br /&gt;Claro que os contextos sociais e políticos, bem como os universos científicos, filosóficos e até de senso comum em que isso aconteceu, condicionaram naturalmente essas preferências. Deles saíram –perdoem-me a linguagem- pontos de referência que viabilizaram a escolha e sustentação de tais justificações.&lt;br /&gt;Seja como for, anterior a tudo isso existe um pressuposto que, não sendo posto à prova, é tomado como um dado adquirido.&lt;br /&gt;É a ideia que determinada sociedade é mais avançada e melhor que as outras ou, quando muito, preferível às outras.&lt;br /&gt;Uma vez que os seus fundamentos não são investigados, estamos perante uma crença que assim se integra numa dada cosmovisão como seu elemento inconsciente.&lt;br /&gt;Mas especialmente devido a ela, as sustentações rácicas não causam espanto. Com efeito, metafisicamente faz um certo sentido pensar que se umas civilizações são mais desenvolvidas que outras, tal possa dever-se ao facto de os seus homens serem mais capacitados. Daqui ao racismo vai o passo de uma formiga.&lt;br /&gt;Deste modo, o preconceito etnocêntrico é simultaneamente o ponto de partida e suporte fundamental do racismo, pois quando superado não deixa espaço para este último.&lt;br /&gt;Pretendendo derrotar esta ideologia, vemo-nos na obrigação de destacar a irracionalidade do etnocentrismo. Para tanto, temos que lhe identificar os motivos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Luís F. de A. Gomes&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34588281-7754105380308778138?l=paudogato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paudogato.blogspot.com/feeds/7754105380308778138/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34588281&amp;postID=7754105380308778138&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/7754105380308778138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/7754105380308778138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paudogato.blogspot.com/2007/04/conections_28.html' title='CONECTIONS'/><author><name>ATIREI O PAU AO GATO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09748505658685763369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34588281.post-7478664975417967187</id><published>2007-04-14T22:48:00.000+01:00</published><updated>2007-04-14T22:52:01.909+01:00</updated><title type='text'>CONECTIONS</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#330000;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;uma comunicação que apresentei em uma palestra sobre o racismo, xenofobia e ensino, a certa altura referi que o preconceito etnocêntrico não é combatível mas sim superável.&lt;br /&gt;Posteriormente, no período reservado ao debate, alguém me interrogou sobre as razões de ser dessa afirmação.&lt;br /&gt;Dei então uma resposta de circunstância, limitando-me a dizer que enquanto o racismo é um produto consciente da razão humana, o etnocentrismo é algo mais fundo, inculcado no nosso inconsciente.&lt;br /&gt;O primeiro é uma ideologia ou, se quisermos, consubstancia-se num conjunto de explicações ideológicas. O segundo é um preconceito que se materializa em ideias e discursos preconcebidos.&lt;br /&gt;Um é uma construção deliberada do género humano; alguém explicou os desníveis civilizacionais através de factores rácicos. O outro não, incorpora a mundivisão de um qualquer sujeito no mesmo plano em que este usa a linguagem, respeitando-lhe as regras sem dar por isso; são elementos endémicos à mundividência que por eles é condicionada sem que tal seja tido em conta pelos seus intérpretes.&lt;br /&gt;Temos pois que o racismo está ao nível dos argumentos.&lt;br /&gt;Tratam-se de raciocínios e análises explicativas mais ou menos bem elaboradas que, no entanto, poderão ser sempre contrariadas e reprovadas com outras argumentações ainda melhores.&lt;br /&gt;Ora o etnocentrismo está antes no patamar dos sentimentos e nessa dimensão não pode ser combatido embora seja superável, isto é, passível de ser posto de parte.&lt;br /&gt;Na reunião, esta explicação foi bem aceite e novas intervenções deram continuidade à discussão.&lt;br /&gt;Contudo, aquela interrogação situa-se nos domínios não desenvolvidos pela minha leitura e espoleta uma série de outras dúvidas que importa averiguar. Será essa a temática destas páginas.&lt;br /&gt;Começaremos por abordar a ligação entre o preconceito etnocêntrico e o racismo e nos items seguintes indagaremos se o primeiro tem ou não fundamentos naturais próprios dos membros da nossa espécie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;Luís F. de A. Gomes&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34588281-7478664975417967187?l=paudogato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paudogato.blogspot.com/feeds/7478664975417967187/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34588281&amp;postID=7478664975417967187&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/7478664975417967187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/7478664975417967187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paudogato.blogspot.com/2007/04/conections_14.html' title='CONECTIONS'/><author><name>ATIREI O PAU AO GATO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09748505658685763369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34588281.post-3923544289412816618</id><published>2007-04-14T22:45:00.000+01:00</published><updated>2007-04-14T22:46:01.907+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_KZ6Qx0rjsAY/RiFLkY7RcdI/AAAAAAAAAAc/OEYFFMFBfD8/s1600-h/S_TITULO_3[1].jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5053403345424839122" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_KZ6Qx0rjsAY/RiFLkY7RcdI/AAAAAAAAAAc/OEYFFMFBfD8/s320/S_TITULO_3%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34588281-3923544289412816618?l=paudogato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paudogato.blogspot.com/feeds/3923544289412816618/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34588281&amp;postID=3923544289412816618&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/3923544289412816618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/3923544289412816618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paudogato.blogspot.com/2007/04/blog-post_14.html' title=''/><author><name>ATIREI O PAU AO GATO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09748505658685763369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_KZ6Qx0rjsAY/RiFLkY7RcdI/AAAAAAAAAAc/OEYFFMFBfD8/s72-c/S_TITULO_3%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34588281.post-3936178186284888626</id><published>2007-04-01T19:29:00.000+01:00</published><updated>2007-04-01T19:43:04.779+01:00</updated><title type='text'>DEPRESSÃO PÓS-PARTO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;strong&gt;INTRODUÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Historicamente, a relação entre o parto e as doenças psiquiátricas tem sido bem reconhecida. Em 460 AC, Hipócrates descreveu a “febre puerpal”, teorizando que certas substâncias seriam transportadas e descarregadas no cérebro, onde seriam responsáveis pela “produção de agitação, delírio e ataques de mania”1. No século 11, o ginecologista Trotula de Salerno especulava que “se o parto é demasiado húmido, o cérebro é preenchido por água, e esta mistura correndo pelos olhos impele-os, involuntariamente, a chorar”2. As tentativas de descrever e classificar a doença mental pós-parto começaram a surgir de forma sistemática em meados do século 19, quando Esquirol escreveu sobre “a alienação mental daqueles recentemente limitados e das mulheres a amamentar”2. Adicionalmente, quadros de psicose e depressão pós-parto foram especificamente descritos e definidos por Marce, na obra “Teoria sobre a insanidade em grávidas e mulheres a amamentar”, do século 182.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Actualmente, a Depressão Pós-Parto ocorre, aproximadamente, em uma em cada dez mulheres grávidas e é consideravelmente sub-diagnosticado. Se não for tratada, esta desordem pode acarretar efeitos adversos sérios, quer na mãe e na sua relação com os entes mais próximos, quer no desenvolvimento emocional, social, comportamental e psicológico da criança.&lt;br /&gt;Sendo a maioria das pacientes com depressão tratadas nos Centros de Saúde e unidades primárias de saúde, é de grande importância que os Clínicos em geral (principalmente os Médicos de Família) sejam capazes de detectar e tratar as desordens do humor nas mulheres. Um simples instrumento de rastreio pode ser usado para aumentar a detecção da Depressão Pós-Parto e, assim, permitir o seu tratamento em fases mais precoces da evolução da doença.&lt;br /&gt;Embora poucos estudos tenham sido efectuados no âmbito de apoiar o uso de qualquer modalidade em particular, a base do tratamento tem sido a psicoterapia e o uso de antidepressivos, isolados ou em combinação. As concentrações plasmáticas das drogas antidepressivas detectadas nos latentes são geralmente baixas, e a maioria dos estudos demonstrou que certos antidepressivos podem ser usados na fase de amamentação sem que se detecte qualquer efeito adverso importante na criança.&lt;br /&gt;&gt; Depressão Major&lt;br /&gt;A Depressão major é uma desordem comum que afecta 15 a 25% dos adultos, anualmente3,4. As mulheres estão duas vezes mais sujeitas a sofrer de depressão que os Homens3,4. Além disso, o pico de idade de incidência de depressão (18 a 44 anos) coincide com a idade reprodutiva da mulher3,4. Estas mulheres, já de si com risco acrescido de sofrer de alterações do humor, ficam particularmente vulneráveis nas alturas em que ocorrem flutuações hormonais (menstruação, período pós-parto e peri-menopausa), o que sugere um papel importante das hormonas sexuais na patogénese da depressão na mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&gt; Depressão Pós-Parto&lt;br /&gt;A Depressão Pós-Parto (DPP), que ocorre em aproximadamente 13% das mulheres grávidas5 (26 a 32%, considerando apenas o grupo de mães adolescentes6), pode surgir a qualquer momento entre as primeiras 24 horas e vários meses após o parto. O quadro típico inclui crises de choro sem motivo aparente, insónias, tristeza, fadiga, ansiedade e dificuldade de concentração7.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“I was so excited about having our baby girl. My pregnancy had gone smoothly. I had been warned about the “Blues,” but I just couldn’t shake the tears and sadness that seemed to get deeper and darker every day. My appetite was non-existent, although I forced myself to eat because I was nursing. I lost about 30 pounds the first month. At night I was having trouble sleeping. My husband and baby would be asleep but I would have one worry after another going through my head. I was exhausted. I felt like my brain had been kidnapped. I couldn’t make decisions, couldn’t focus, and didn’t want to be left alone with the baby.&lt;br /&gt;I wanted to run away. I withdrew from friends and felt guilty about not returning phone calls. I couldn’t understand why I felt so bad; I had the greatest, most supportive husband, a house I loved, and the beautiful baby I had always wanted. At times I felt close to her, but at other times I felt like I was just going through the motions — she could have been someone else’s child. I thought I was the worst mother and wife on the face of the earth.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A etiologia da DPP não está esclarecida, mas pensa-se que, nalgumas mulheres particularmente sensíveis, poderá ser provocada pela queda abrupta das hormonas sexuais (estrogénio e progesterona) nas primeiras 24 horas após o parto. Outros factores podem predispor a jovem mãe para a depressão, nomeadamente o stress da lida com o bebé e antecedentes de patologia depressiva ou perturbações afectivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o seu início é abrupto e os sintomas são severos, as mulheres têm maior probabilidade de procurar o médico em fases precoces da doença. Pelo contrário, na maioria dos casos de início insidioso a mulher não chega a recorrer ao médico e, quando o faz, é sempre em fases mais tardias da doença, sendo o tratamento atrasado em relação ao que seria o ideal. Nos casos em que não seja instituída qualquer terapêutica, a DPP pode resolver espontaneamente ao fim de alguns meses, mas também pode arrastar-se até ao segundo ano após o parto.&lt;br /&gt;Após o episódio inicial, as mulheres que sofreram de DPP têm risco acrescido de sofrer recaídas durante ou mesmo depois do puerpério8,9.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A DPP é um evento traumático que pode ter consequências duradoiras na autoconfiança da mulher enquanto mãe e no desenvolvimento social, emocional e cognitivo da criança8,10-13. Com três meses de idade, as crianças já são capazes de “avaliar” e adequar a sua resposta afectiva à qualidade da relação afecto-emotiva estabelecida pela mãe12.&lt;br /&gt;Vários estudos demonstram que as capacidades cognitivas8,11, o desenvolvimento da expressão e linguagem13 e a atenção14 são afectadas negativamente pela depressão materna. Estes achados acentuam a importância da detecção e tratamento precoce da DPP pelo Médico de Família, que é quem mais facilmente pode intervir a favor do bem-estar da mãe e da criança.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ETIOLOGIA DA DPP&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vários estudos realizados sobre DPP não permitiram ainda esclarecer a etiologia desta doença. Pensa-se que resulte da conjugação de factores orgânicos, emocionais e estilo de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&gt; Factores orgânicos&lt;br /&gt;Após o parto, o corpo da mulher sofre uma série de alterações fisiológicas que, em certos casos, pode levar ao aparecimento da depressão.&lt;br /&gt;Nas primeiras 24-48 horas após o parto ocorre uma queda abrupta das hormonas sexuais, estrogénio (promove o turnover da DOPA e dos receptores da DOPA, aumenta sensibilidade dos receptores neuronais à NA e estimula a produção de opiáceos endógenos15) e progesterona (o seu metabolito é um forte agonista GABAérgico). Assim, do mesmo modo que pequenas variações podem levar a alterações do humor e tensão na fase pré-menstrual (TPS), também esta grande variação pode ser responsável pelo despoletar da depressão.&lt;br /&gt;Por outro lado, a concentração de hormonas tiroideias também pode diminuir significativamente (a ocorrência de tiroidites ou hipotiroidismo é relativamente frequente no puerpério). Sendo estas hormonas responsáveis pela regulação do metabolismo, diminuições da sua concentração podem associar-se a uma gestão inadequada da energia corporal e, consequentemente, cansaço, letargia e depressão.&lt;br /&gt;Outras hormonas que sofrem alterações durante a gravidez e o pós-parto são o cortisol16-18 e a progesterona16, que também podem estar relacionadas com o aparecimento da DPP.&lt;br /&gt;Além das variações hormonais, no período pós-parto também ocorrem alterações ao nível do volume sanguíneo, pressão arterial, sistema imune e metabolismo. Estas alterações podem afectar o bem-estar físico e emocional da mulher, causando fadiga ou alterações do humor que contribuem para o aparecimento da depressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&gt; Factores emocionais&lt;br /&gt;A diminuição das horas de sono e o aumento de tarefas relacionadas com a maternidade podem predispor à depressão, tornando a mulher mais sensível a qualquer contrariedade, por mais insignificante que seja. Do mesmo modo, a incapacidade para realizar as tarefas que antes cumpria com facilidade torna a mulher mais susceptível à frustração e, consequentemente, à depressão.&lt;br /&gt;Outros factores emocionais que podem contribuir para a depressão são:&lt;br /&gt;• perda de identidade, relativamente a quem a mulher era e à vida que levava antes no nascimento do bebé&lt;br /&gt;• experiência maternal insatisfatória (ausência do cônjuge ou complicações médicas que dificultem a lida com o bebé)&lt;br /&gt;• ansiedade, dúvidas ou expectativas irrealistas relativamente a ser a mãe perfeita, a ter o filho perfeito&lt;br /&gt;• diminuição da auto-estima relacionada com o próprio corpo&lt;br /&gt;• diminuição do controlo sobre a sua própria vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&gt; Estilo de vida&lt;br /&gt;Se o bebé é particularmente carente, ou se é uma criança particularmente irritável e agitada, pode tornar-se exaustivo tomar conta dele. Por outro lado, se existem outros filhos pequenos de quem a mãe tem de cuidar sozinha, além do novo bebé, pode tornar-se muito complicado assumir tantas responsabilidades.&lt;br /&gt;Problemas financeiros, conjugais, falta de suporte emocional e de ajuda nas tarefas diárias também são factores que favorecem o aparecimento da depressão.&lt;br /&gt;Há que considerar também os factores obstétricos, tais como a ocorrência de complicações durante o parto, dores no pós-parto e dificuldades na amamentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&gt; Perda Perinatal&lt;br /&gt;Quando ocorre uma morte perinatal (feto ou recém-nascido), independentemente do modo como a gravidez é interrompida, quer seja de forma natural ou planeada, o aparecimento de depressão e ansiedade é bastante previsível.&lt;br /&gt;Geralmente, esta depressão é auto-limitada, revertendo espontaneamente. No entanto, se os sintomas se prolongarem por mais de 8 semanas, pode ser muito útil recorrer a uma terapia combinada (psicoterapia e medicamentos), quer para aliviar a dor psicológica, quer para reduzir os sintomas físicos e psíquicos provocados pelo aborto e pelo pós-parto.&lt;br /&gt;Em gravidezes e períodos pós-parto posteriores, estas mulheres devem ser alvo de uma monitorização psicológica bastante atenta por parte do médico assistente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;DIAGNÓSTICO DA DPP&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A detecção da DPP é geralmente complicada, por vários factores.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, a maioria das mulheres, principalmente as que são mães pela primeira vez, espera que haja um período de adaptação após o parto e, como tal, podem não reconhecer aquilo que estão a viver como sendo algo anormal. Nalguns casos os sintomas podem prolongar-se até um ano, sem que a mãe procure ajuda médica.&lt;br /&gt;Em segundo lugar, as pressões sociais exercidas sobre a mulher para que seja uma “boa mãe” são de tal ordem que, mesmo quando esta reconhece que algo está mal, sente-se envergonhada e relutante em admiti-lo e não procura ajuda com receio da recriminação a que pode ser sujeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“When I had cancer, I thought that was the worst experience I could ever have. I was wrong — this is. With cancer, I allowed myself to ask for and receive help, and expected to be depressed. My friends and family rallied around me, bringing me meals, cleaning my house, and giving me lots of emotional support. Now, during postpartum depression, I feel guilty asking for help and ashamed of my depression. Everyone expects me to feel happy and doesn’t accept that this illness is just as real as cancer.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, a maioria das mulheres com DPP pensam que estão, na realidade, a enlouquecer e temem que, caso partilhem estes pensamentos com o médico, sejam internadas ou que alguém lhes retire a custódia do seu bebé.&lt;br /&gt;Outro factor que pode complicar o diagnóstico de DPP surge nos casos em que a mulher não foi acompanhada pelo médico de família, nem durante a gravidez nem durante o período perinatal. Nestes casos a mulher não sabe a quem recorrer: a consulta no Ginecologista-Obstetra pode não estar prevista no próximo ano, e o Pediatra é encarado como o médico do bebé.&lt;br /&gt;Nalguns casos o diagnóstico de DPP pode ser dificultado pelo próprio clínico que, numa tentativa de apoiar e animar a mãe, minimiza o sofrimento que esta revela.&lt;br /&gt;Finalmente, a pressão exercida sobre os médicos para avaliarem os seus pacientes num curto espaço de tempo leva a que, muitas vezes, as questões psicológicas e psiquiátricas sejam abordadas de forma superficial e inadequada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas atitudes podem, no entanto, ajudar a contrariar estas dificuldades, nomeadamente:&lt;br /&gt;• distinguir a DPP de outras desordens semelhantes;&lt;br /&gt;• identificar as pacientes em risco de desenvolver DPP;&lt;br /&gt;• instituir rastreios;&lt;br /&gt;• oferecer material educativo relacionado com a doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&gt; Distinção entre DPP e outras desordens do humor&lt;br /&gt;De acordo com o DSM-IV19, a DPP não é uma entidade clínica independente, mas sim uma parte do vasto espectro incluído na Depressão Major, caracterizando-se pelo seu início nas primeiras 4 semanas após o parto (embora este limite de tempo se possa estender até às 30 semanas pós-parto, segundo alguns autores).&lt;br /&gt;Assim, “depressão pós-parto” é o termo clínico aplicado aos episódios depressivos que surgem nas primeiras 4 semanas após o parto e que estão relacionados com este mesmo acontecimento.&lt;br /&gt;Segundo o DMS-IV, os critérios de diagnóstico da DPP são os mesmos da Depressão Major e incluem:&lt;br /&gt;• tristeza, melancolia&lt;br /&gt;• desinteresse e incapacidade de obter prazer, diminuição da libido&lt;br /&gt;• alterações significativas do peso*&lt;br /&gt;• distúrbio do sono (insónia ou hipersónia)*&lt;br /&gt;• agitação ou letargia&lt;br /&gt;• fadiga, falta de energia*&lt;br /&gt;• desesperança, sensação de inutilidade ou de culpa inapropriada&lt;br /&gt;• diminuição da atenção ou incapacidade de decisão*&lt;br /&gt;• pensamentos mórbidos ou suicidas&lt;br /&gt;No entanto, alguns critérios usados no diagnóstico de DPP podem ser normais no período pós-parto, isto é, não significam doença (critérios assinalados com*). Para determinar se a presença de um determinado sintoma é sinal de depressão ou apenas uma reacção normal ao parto, o médico deve ter em conta as circunstâncias.&lt;br /&gt;► O nível de exaustão e irritabilidade numa mulher com um bebé de duas semanas e que se amamenta frequentemente não deve ser o mesmo do de uma mulher com um bebé de quatro meses que dorme tranquilamente durante toda a noite.&lt;br /&gt;► A intensidade e o grau de resposta da mãe face à criança também podem ser um indicador do estado de saúde da mulher.&lt;br /&gt;► Perdas de energia ou diminuição da concentração são frequentemente o resultado do cansaço e da falta de horas de sono normais no pós-parto. No entanto, se a mulher se sente esgotada ou as dificuldades de concentração e tomada de decisões são de tal ordem que interferem com as tarefas normais do dia a dia, deve colocar-se a hipótese de DPP.&lt;br /&gt;Determinar o tempo decorrido desde o parto pode ajudar o médico a distinguir a DPP de flutuações subclínicas do humor, muito comuns nas primeiras 2 semanas após o parto consideradas “normais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Baby Blues” ou Tristeza Pós-Parto&lt;br /&gt;Uma percentagem variável de mulheres (50 a 70%7) sofre de “baby blues”, alteração do humor caracterizada por sintomas depressivos moderados: instabilidade emocional, melancolia, choro fácil, ansiedade e dificuldade de concentração, irritabilidade, distúrbios do sono e do apetite, hipersensibilidade e cansaço13,20. A capacidade de tomar conta do bebé não é, no entanto, afectada. Tipicamente, este quadro atinge o auge 4 ou 5 dias depois do parto, durando horas ou dias, e resolve espontaneamente até ao final da 2ª semana pós-parto (podendo, nalguns casos, prolongar-se até à 3ª semana).&lt;br /&gt;Na maioria dos casos, o aparecimento deste quadro está relacionado com:&lt;br /&gt;• alterações hormonais que ocorrem após o parto&lt;br /&gt;• stress físico e emocional provocado pelo nascimento de uma criança&lt;br /&gt;• desconforto físico&lt;br /&gt;• ansiedade em relação ao aumento das responsabilidades&lt;br /&gt;• cansaço e alterações no padrão do sono&lt;br /&gt;• decepções relacionadas com a maternidade, amamentação e a vida conjugal&lt;br /&gt;Estas mulheres têm risco acrescido de desenvolver DPP, tanto no pós-parto actual como em gravidezes posteriores: dois terços das mulheres diagnosticadas com DPP nas primeiras 6 semanas pós-parto, tiveram “baby blues” 21.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“For about a week and a half after my baby was born I would cry for no reason at all. Sometimes I would feel overwhelmed, especially when I was up at night with my son. Once I even thought that I had made a big mistake having a child. I felt resentment toward my husband since his life stayed pretty much the same and mine was turned upside down. When I started going to the mother’s club at two weeks, I felt so relieved that all these other moms felt the same way.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perturbação Obsessivo – Compulsiva&lt;br /&gt;Esta perturbação pode surgir “de novo” em cerca de 3 a 5% das novas mães.&lt;br /&gt;O quadro caracteriza-se pela existência de pensamentos ou imagens recorrentes, geralmente relacionados com formas de magoar a criança, que podem ou não ser acompanhados por comportamentos repetitivos que visam aliviar a ansiedade provocada por esses mesmos pensamentos. Na grande maioria dos casos, as mães têm noção do quão horríveis são os seus pensamentos, sentindo-se muito desgostosas e tristes.&lt;br /&gt;Naturalmente, esta perturbação surge mais frequentemente em mulheres com antecedentes pessoais ou familiares de POC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Each time I went near the balcony I would clutch my baby tightly until I was in a room with the door closed. Only then did I know he was safe one more time from me dropping him over. The bloody scenes I would envision horrified me. Passing the steak knives in the kitchen triggered images of my stabbing the baby, so I asked my husband to hide the knives. I never bathed my baby alone since I was afraid I might drown him.&lt;br /&gt;Although I didn’t think I would ever really hurt my baby son, I never trusted myself alone with him. I was terrified I would “snap” and actually carry out one of these scary thoughts. If my baby got sick it would be all my fault, so I would clean and clean to make sure there were no germs. Although I had always been more careful than other people, now I would check the locks on the windows and doors many times a day.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psicose Pós-Parto&lt;br /&gt;Finalmente, a DPP deve ser distinguida da Psicose Pós-Parto, que ocorre muito mais raramente (&lt;0,1% das gravidezes7,20) e geralmente se associa a Doença Bipolar e Desordens Esquizoafectivas. A maioria dos quadros de psicose puerpal tem início no 1º mês, principalmente nas primeiras 24-48 horas, depois do parto e são caracteristicamente maníacos7,20. Caracterizam-se por insónias que se prolongam por várias noites seguidas, agitação, irritabilidade exagerada, aversão à criança, sinais que surgem precocemente.&lt;br /&gt;Além destes sintomas podem verificar-se alucinações e delírios, envolvendo a criança. Nalguns casos as mães acreditam que o filho está possuído por um demónio e deve morrer. Noutros casos ouvem vozes que as mandam matar a criança20. Deste modo, e uma vez que existe o risco de a mãe se magoar a si própria ou à criança, (a incidência de suicídio é aproximadamente 5% e a de infanticídio 4%), esta perturbação do humor é considerada uma emergência médica / psiquiátrica. A maioria das pacientes ficam internadas e são submetidas a terapêutica com neurolépticos e estabilizadores do humor, além da psicoterapia e do tratamento com antidepressivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“My wife, Gloria, had a great pregnancy and a long labor. We were thrilled to have our first child, a son. But within days of his birth my wife began to withdraw into her own world. She became less and less communicative and she became more and more confused and suspicious. I almost had to carry her into the therapist’s office; by that time she could hardly speak or answer questions, nor write her name on the forms her therapist gave us. I was told to take her to the hospital immediately.&lt;br /&gt;When we arrived at the hospital, she became fearful and then violent. She ended up in restraints. Fortunately, she responded pretty quickly to the anti-psychotic medication, and was able to come home after about a week. She continued to improve, and when she was back to herself again, she slowly weaned off all the medications.&lt;br /&gt;We had always wanted two kids, so we consulted with our therapist and psychiatrist. With careful planning, we now have our second child with a very different story to tell.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, antes de fazer o diagnóstico definitivo de DPP é necessário excluir algumas causas secundárias de depressão, como as disfunções tiroideias (em 5% dos casos as mulheres desenvolvem hipotiroidismo transitório durante o primeiro ano pós-parto podendo, nalguns casos, desenvolver disfunções tiroideias permanentes)22 ou a anemia (secundária a perdas excessivas de sangue durante o parto).&lt;br /&gt;Nestes casos, a história clínica e o exame físico são essenciais, podendo ser completados com análises sanguíneas e estudos completos da função tiroideia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&gt; Identificação das pacientes de risco&lt;br /&gt;Na maioria dos casos, a identificação das mulheres em risco de desenvolver DPP podem ser feita durante a gravidez, o que permitiria a instituição de seguimento apropriado logo após o parto.&lt;br /&gt;Alguns estudos demonstraram que a insatisfação no casamento e a falta de suporte emocional por parte do cônjuge e de outros parentes aumentam o risco de DPP. Por outro lado, a ocorrência de eventos negativos também contribui para a ocorrência de Depressão, tanto no pós-parto como em qualquer outra altura.&lt;br /&gt;Pelo contrário, alguns factores que à partida poderiam estar associados a um maior risco de desenvolver DPP, não o estão na realidade. São exemplos o estatuto sócio-económico23, as complicações pós-parto e outros factores obstétricos.&lt;br /&gt;Antecedentes de desordens do humor (relacionadas ou não com a gravidez e pós-parto) têm risco elevado de recaídas após o parto: um terço das mulheres com história de DPP24 e quase 60% das mulheres com Doença Bipolar25 desenvolvem DPP em gravidezes subsequentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a maioria dos autores, os principais factores de risco são:&lt;br /&gt;• depressão durante a gravidez, independentemente da altura em que ocorra;&lt;br /&gt;• antecedentes pessoais de DPP (risco de recorrência = 30-50%)&lt;br /&gt;• stress e ansiedade resultantes das tarefas inerentes à maternidade;&lt;br /&gt;• suporte social, emocional e instrumental insuficientes;&lt;br /&gt;• ocorrência de eventos stressantes durante a gravidez ou pós-parto;&lt;br /&gt;• ansiedade pré-natal;&lt;br /&gt;• insatisfação no plano conjugal;&lt;br /&gt;• história prévia de TPM, depressão ou outras perturbações afectivas;&lt;br /&gt;• consumo de drogas durante a gravidez;&lt;br /&gt;• mães solteiras ou muito jovens;&lt;br /&gt;• gravidez não planeada ou indesejada por um dos pais ou familiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&gt; Instituição de rastreios&lt;br /&gt;A Escala de Edimburgo para a DPP26-28 é um instrumento (usado no continente Europeu) que, mediante a autoavaliação de 10 itens, permite fazer o rastreio de DPP pelos médicos em geral.&lt;br /&gt;Trata-se de um método simples, altamente sensível e com elevada especificidade no rastreio da Depressão Major (para um score≥12, E=92,5% e S=88% na detecção de Depressão Major27,29) e pode ser dado às pacientes na sala de espera, para que o preencham enquanto aguardam pela sua vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Figura 1:&lt;br /&gt;Escala de Edimburgo para a DPP (EPDS)28&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Tenho sido capaz de me rir e ver o lado divertido das coisas:&lt;br /&gt;·         Tanto como dantes&lt;br /&gt;·         Menos do que antes&lt;br /&gt;·         Muito menos do que antes&lt;br /&gt;·         Nunca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Tenho tido esperança no futuro:&lt;br /&gt;·         Tanto como sempre tive&lt;br /&gt;·         Bastante menos do que costumava ter&lt;br /&gt;·         Muito menos do que costumava ter&lt;br /&gt;·         Quase nenhuma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Tenho-me culpado sem necessidade quando as coisas correm mal: *&lt;br /&gt;·         Sim, a maioria das vezes&lt;br /&gt;·         Sim, algumas vezes&lt;br /&gt;·         Raramente&lt;br /&gt;·         Não, nunca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Tenho estado ansiosa ou preocupada sem motivo:&lt;br /&gt;·         Não, nunca&lt;br /&gt;·         Quase nunca&lt;br /&gt;·         Sim, por vezes&lt;br /&gt;·         Sim, muitas vezes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Tenho-me sentido com medo, ou muito assustada, sem grande motivo: *&lt;br /&gt;·         Sim, muitas vezes&lt;br /&gt;·         Sim, por vezes&lt;br /&gt;·         Não, raramente&lt;br /&gt;·         Não, nunca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Tenho sentido que são coisas demais para mim:*&lt;br /&gt;·         Sim, a maioria das vezes não tenho conseguido resolvê-las&lt;br /&gt;·         Sim, por vezes não tenho conseguido resolvê-las como dantes&lt;br /&gt;·         Não, a maioria das vezes resolvo-as facilmente&lt;br /&gt;·         Não, resolvo-as tão bem como dantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Tenho-me sentido tão infeliz que até tenho dificuldade em dormir:*&lt;br /&gt;·         Sim, quase sempre&lt;br /&gt;·         Sim, por vezes&lt;br /&gt;·         Raramente&lt;br /&gt;·         Não, nunca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Tenho-me sentido triste ou muito infeliz:*&lt;br /&gt;·         Sim, quase sempre&lt;br /&gt;·         Sim, muitas vezes&lt;br /&gt;·         Raramente&lt;br /&gt;·         Não, nunca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Tenho-me sentido tão infeliz que choro:*&lt;br /&gt;·         Sim, quase sempre&lt;br /&gt;·         Sim, muitas vezes&lt;br /&gt;·         Só às vezes&lt;br /&gt;·         Não, nunca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Tive ideias de fazer mal a mim mesma:*&lt;br /&gt;·         Sim, muitas vezes&lt;br /&gt;·         Por vezes&lt;br /&gt;·         Muito raramente&lt;br /&gt;·         Nunca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As respostas são classificadas com 0, 1, 2 e 3 pontos, de acordo com a severidade crescente dos sintomas. As perguntas assinaladas com (*) são classificadas do modo inverso (3, 2, 1 e 0).&lt;br /&gt;O resultado final é obtido pela soma da classificação obtida em cada questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mínimo, colocar a uma mulher questões acerca do seu bem-estar e humor leva a que a mesma reflicta sobre o seu estado de espírito, ao mesmo tempo que alerta o médico para eventuais perturbações psicológicas que a paciente possa ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&gt; Fornecimento de material educativo&lt;br /&gt;A dificuldade na detecção da DPP salienta a necessidade de educar e alertar os pacientes e seus familiares para os sinais e sintomas das desordens de humor que podem ocorrer no período pós-parto.&lt;br /&gt;A criação de grupos de suporte a mulheres e familiares de mulheres com DPP veio facilitar este objectivo, através da facultação e sugestão de materiais educativos apropriados relacionados com esta temática.&lt;br /&gt;A distribuição de panfletos ou posters com a descrição dos sintomas da depressão não só contribui para a educação dos pacientes, como também os estimula a falar da sua saúde mental com os seus médicos. Por outro lado, este tipo de informação alerta as mulheres para a importância de reconhecer esta doença e procurar ajuda médica, ao mesmo tempo que minimiza um pouco as pressões sociais adversas.&lt;br /&gt;O médico também deve falar com a mãe e dar-lhe alguns conselhos simples, a ser praticados no dia a dia, que também podem ser muito úteis na evicção e superação da DPP:&lt;br /&gt;• ser realista quanto às expectativas em relação a si própria e ao bebé&lt;br /&gt;• limitar as visitas nos primeiros dias, depois de voltar a casa&lt;br /&gt;• pedir ajuda, dizer aos outros o que podem fazer para ajudar&lt;br /&gt;• contratar uma ama para ajudar a cuidar do bebé&lt;br /&gt;• aproveitar os momentos em que o bebé estiver a dormir para descansar&lt;br /&gt;• fazer exercício, caminhar, sair de casa&lt;br /&gt;• cuidar da alimentação, evitar o álcool e o café&lt;br /&gt;• evitar o isolamento, manter o contacto com amigos e familiares&lt;br /&gt;• reservar tempo para si própria e para o casal&lt;br /&gt;• ter noção de que haverão bons e maus dias&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;TRATAMENTO DA DPP&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Até há pouco tempo atrás a DPP não era considerada como sendo uma patologia diferente da Depressão Major e, como tal, o tratamento instituído era igual em ambas as situações.&lt;br /&gt;Só recentemente se começaram a realizar pesquisas e estudos sobre o tratamento específico da DPP. O principal impulsionador destes estudos recentes foi a evidência do envolvimento das hormonas sexuais na regulação do humor e a identificação dos seus efeitos sobre o SNC (nomeadamente nas áreas responsáveis pelo humor e conhecimento30).&lt;br /&gt;Esta evidência veio justificar o dobro da incidência de depressão na mulher, em relação ao homem, e a vulnerabilidade a que estas estão sujeitas nos momentos caracterizados por flutuações hormonais. Motivados por esta associação, têm sido realizados vários estudos com o intuito de avaliar a eficácia do uso de estrogénio no tratamento e profilaxia da DPP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, o tratamento da DPP baseia-se no tratamento da Depressão Major31,32. Os esquemas terapêuticos incluem psico e fármaco-terapia, que podem ser usados isoladamente ou em associação. Como até hoje ainda não foram identificadas vantagens ou desvantagens de qualquer dos métodos, alguns autores defendem que, nos casos de DPP ligeira a moderada, a escolha do esquema terapêutico (psicoterapia ou farmacoterapia) pode ser deixada ao critério da paciente33,34 .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&gt; Psicoterapia&lt;br /&gt;Devido à falta de informação relativamente à segurança dos antidepressivos usados durante a lactação muitas mulheres optam, compreensivelmente, pelo tratamento não farmacológico, evitando assim a exposição da criança à medicação psicotrópica.&lt;br /&gt;A terapia inter-pessoal (reunião individual ou grupal de doente ou doentes com o psiquiatra, psicólogo ou outro profissional de saúde mental) é uma forma de terapia que pode ter grande interesse no período pós-parto. Nestas sessões (geralmente são necessárias 6 a 12 sessões) a paciente é submetida a psicoterapia cognitivo-comportamental, que a ajuda a compreender e a ensina a lidar com a sua nova realidade. Em grande parte dos casos este tipo de terapêutica ajuda a mulher a recuperar a sua capacidade de relacionamento consigo própria e com o mundo em seu redor35.&lt;br /&gt;Nos casos em que os conflitos conjugais agravam ou promovem a depressão pode justificar-se o recurso à terapia de casal.&lt;br /&gt;Em última análise, em todos os casos deve ser feita a educação do cônjuge e dos parentes mais próximos, quer em relação à natureza e tratamento da DPP, quer em relação aos meios a que podem recorrer para  obterem apoio durante os momentos mais difíceis da doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&gt; Terapêutica Antidepressiva&lt;br /&gt;A ideia de que todas as mulheres com DPP deveriam procurar algum tipo de aconselhamento psiquiátrico é discutível.&lt;br /&gt;Já os casos de mulheres cuja depressão se revele persistente ou de tal modo severa que as impeça de tomar conta de si próprias ou que interfira nas suas tarefas enquanto mães, ou ainda os casos em que esteja em risco a integridade física e a saúde da mãe ou da criança, têm indicação formal para avaliação psiquiátrica e tratamento antidepressivo.&lt;br /&gt;Frequentemente a DPP acompanha-se por ansiedade e / ou agitação. Nestes casos deve ser instituído um esquema terapêutico combinado: Antidepressivos e Benzodiazepinas (para controlar a ansiedade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fármacos melhor descritos e mais frequentemente usados, quer na DPP quer nos outros tipos de depressão, são os Antidepressivos Triciclicos: imipramina, desipramina, amitriptilina e nortriptilina.&lt;br /&gt;Os Inibidores Selectivos da Recaptação de Serotonina (SSRIs) têm a vantagem de ser melhor tolerados e de serem administrados numa única dose diária.&lt;br /&gt;Os Inibidores da MAO (monoaminaoxidase) não são usados na terapêutica da depressão devido às restrições dietéticas que implicam e ao risco de desencadear uma crise hipertensiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas mulheres com DPP a dosagem inicial de antidepressivos deve ser mantida durante duas semanas, no mínimo, e só depois aumentada. A maioria das pacientes começa a apresentar sinais de melhoria clínica nas primeiras 2 a 4 semanas após a instituição do tratamento. Se não se verificar qualquer melhoria ou se o estado da paciente se deteriorar após duas semanas de tratamento, a dose inicial deve ser aumentada e mantida nos sete dias seguintes.&lt;br /&gt;Nos casos de DPP não complicada verifica-se uma melhoria significativa do quadro clínico entre a 6ª e a 8ª semanas de tratamento. Nos casos em que houver descompensação, mesmo com doses elevadas de antidepressivos, ou em que a depressão seja resistente à terapêutica, a paciente deve ser enviada ao psiquiatra para ser submetida a uma nova avaliação psicofarmacológica.&lt;br /&gt;Embora não existam estudos sobre o assunto, a maioria dos médicos concorda que, num primeiro episódio depressivo, a terapêutica deve ser instituída durante 9 a 12 meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O uso de antidepressivos durante a amamentação tem sido exaustivamente revisto. Embora existam evidências de que os antidepressivos e seus metabolitos passam para a criança através do leite materno, podendo ser detectados no plasma de algumas crianças36-38, na maioria dos casos a análise laboratorial do sangue destas crianças é negativa39 e a exposição aos fármacos é perfeitamente tolerada sem que surjam quaisquer efeitos secundários36,40.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tabela 1:&lt;br /&gt;Dosagens e efeitos secundários dos Antidepressivos usados no tratamento da Depressão Major e DPP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fármaco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dose inicial (mg/d)&lt;br /&gt;Dose diária (mg/d)&lt;br /&gt;Efeitos 2rios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antidepressivos Triciclicos&lt;br /&gt;Amitriptilina&lt;br /&gt;25 - 75&lt;br /&gt;100 - 200&lt;br /&gt;Congestão nasal,&lt;br /&gt;Sedação,&lt;br /&gt;Aumento de peso,&lt;br /&gt;Hipotensão ortostática,&lt;br /&gt;Visão turva,&lt;br /&gt;Xerostomia&lt;br /&gt;Desipramina&lt;br /&gt;25 - 75&lt;br /&gt;150 - 200&lt;br /&gt;Imipramina*&lt;br /&gt;25 - 75&lt;br /&gt;150 - 200&lt;br /&gt;Nortriptilina*&lt;br /&gt;25&lt;br /&gt;75 - 100&lt;br /&gt;Clomipramina&lt;br /&gt;50&lt;br /&gt;150 - 200&lt;br /&gt;Inibidores Selectivos da Recaptação de Serotonina&lt;br /&gt;Fluoxetina&lt;br /&gt;(Prozac)&lt;br /&gt;20&lt;br /&gt;20 - 40&lt;br /&gt;Dores de cabeça,&lt;br /&gt;Náuseas,&lt;br /&gt;Diarreia,&lt;br /&gt;Nervosismo,&lt;br /&gt;Sedação,&lt;br /&gt;Insónias,&lt;br /&gt;Tremores&lt;br /&gt;Sertralina*&lt;br /&gt; (Zoloft)&lt;br /&gt;50&lt;br /&gt;50 - 150&lt;br /&gt;Fluvoxamina*&lt;br /&gt;50&lt;br /&gt;100 - 300&lt;br /&gt;Paroxetina*&lt;br /&gt;20&lt;br /&gt;20 - 40&lt;br /&gt;Antidepressivos Atípicos&lt;br /&gt;Bupropiona&lt;br /&gt;200&lt;br /&gt;200 - 300&lt;br /&gt;Agitação, Xerostomia, Sudação&lt;br /&gt;Convulsões generalizadas** &lt;br /&gt;Venlafaxina&lt;br /&gt;75&lt;br /&gt;75 - 225&lt;br /&gt;Hipertensão sustentada,&lt;br /&gt;Nervosismo, Insónias, Anorexia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nefazodona&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;200&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;300 - 600&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hipotensão ortostática, Sonolência,&lt;br /&gt;Xerostomia, Náuseas,&lt;br /&gt;Priapismo**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mirtazapina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15 - 45&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonolência, Náuseas, Aumento de peso, Hipercolesterolemia&lt;br /&gt;Agranulocitose**&lt;br /&gt;*Fármacos cuja utilização foi estudada em pacientes com DPP&lt;br /&gt;**Efeitos 2rios raros mas preocupantes&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Prevenção da DPP&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mulheres com história anterior de depressão têm risco aumentado de desenvolver DPP. Se a mulher já tiver desenvolvido DPP após uma gravidez anterior, o risco de recaída é ainda maior. Assim, é importante que o médico assistente destas mulheres discuta com elas a possibilidade de efectuar um tratamento (após o parto ou ainda durante a gravidez) que diminua o risco de recorrência da depressão.&lt;br /&gt;Se a mulher estiver grávida pela primeira vez e se sentir bem sem tratamento, a maioria dos médicos sugere que apenas se institua um seguimento mais cuidadoso, iniciando-se o tratamento médico apenas se aparecerem sintomas.&lt;br /&gt;No entanto, se a mulher já tiver tido uma DPP no passado, a maioria dos clínicos recomenda que se inicie um tratamento preventivo com medicação antidepressiva e intervenção psicossocial logo após o parto. Nalguns casos de maior risco, alguns médicos defendem que o tratamento deve ser instituído mais cedo, durante o 3º trimestre da gravidez.&lt;br /&gt;O esquema preventivo típico inclui psicoterapia nos 2 – 3 meses anteriores à data prevista para o parto e a introdução de antidepressivos nas semanas finais da gravidez, altura em que a exposição aos fármacos não traz praticamente nenhum risco para o feto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&gt; Considerações Gerais&lt;br /&gt;A maioria das mulheres com DPP beneficia de terapia de suporte (individual ou em grupo) e, nalguns casos, pode ser apropriada a terapia de casal.&lt;br /&gt;O uso de Antidepressivos triciclicos e SSRIs não está contra-indicado durante a amamentação e deve ser considerado nos casos de DPP moderada a severa, evidência de pensamentos suicidas e casos resistentes à psicoterapia isolada.&lt;br /&gt;O tratamento antidepressiva deve ser iniciado com doses moderadas e mantido por um período de 2 semanas (no mínimo) a fim de avaliar o efeito terapêutico e os efeitos secundários. Após este período de “experimentação”, as doses podem ser aumentadas.&lt;br /&gt;Os filhos de mulheres medicadas com Fluoxetina (Prozac) durante a gravidez e período de amamentação devem ser submetidos a análises sanguíneas, no final da 6ª semana de amamentação, a fim de determinar a concentração cumulativa do fármaco.&lt;br /&gt;Todas as crianças amamentadas por mulheres medicadas com antidepressivos devem ser submetidas a análises sanguíneas para determinação da concentração de psicofármacos sempre que apresentem irritabilidade persistente ou inexplicável.&lt;br /&gt;Qualquer mulher gravemente deprimida, com ideação suicida ou infanticida, ou cuja depressão seja resistente à terapêutica antidepressiva adequada deve ser enviada ao psiquiatra para ser submetida a avaliações adicionais e tratamentos alternativos.&lt;br /&gt;Sintomas psicóticos são indicação para avaliação psiquiátrica de emergência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;CONCLUSÃO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O nascimento de um filho é geralmente considerado um acontecimento feliz na vida de qualquer casal, mas é também uma fase em que a mulher se encontra particularmente susceptível à depressão. Esses sentimentos depressivos interferem negativamente na capacidade da mulher cuidar de si própria e do bebé, causando uma grande tensão na família. A este quadro depressivo, que surge após o nascimento do bebé, chama-se “Depressão Pós Parto” (DPP).&lt;br /&gt;Apesar de ser frequentemente sub-diagnosticada, a DPP é uma desordem comum do período pós-parto que pode acarretar graves consequências, tanto para a mãe como para o bebé. Se não for tratada, a DPP está directamente relacionada com défices no desenvolvimento cognitivo, emocional, comportamental e social da criança.&lt;br /&gt;As chaves para o sucesso do tratamento são o diagnóstico e a intervenção (psicológica e medicamentosa) precoces. Estes tratamentos são muito eficazes, diminuendo substancialmente o potencial impacto negativo da doença, e podem (e devem) ser aplicados pelos clínicos gerais e médicos de família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“All children deserve the chance to have a healthy mom. All moms deserve the chance to enjoy their life and their children.”&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;REFERÊNCIAS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Thurtle V. Post-natal depression: the relevance of sociological approaches. Journal of Advanced Nursing, 1995; vol.22 (3): 416-24.&lt;br /&gt;2. Steiner M. Postpartum psychiatric disorders. Canadian Journal of Psychiatry, 1990; nº35: 89-95.&lt;br /&gt;3. Kessler RC, McGonagle KA, Zhao S, Nelson CB, Hughes M, Eshleman S, et al. Lifetime and 12-month prevalence of DSM-III-R psychiatric disorders in the United States. Results from the National Comorbidity Survey. Archives of General Psychiatry, 1994; nº51: 8-19.&lt;br /&gt;4. Subhash C, Bhatia MD, Shashi k. Depression in Women: Diagnostic and Treatment Considerations. American Family Physician, 1999; vol.60 (1): 225-34, 239.&lt;br /&gt;5. Dennis CL. Psychosocial and psychological interventions for prevention of postnatal depression: systematic review. BMJ, 2005; nº 331: 15-22.&lt;br /&gt;6. Troutman BR, Cutrona CE. Nonpsychotic postpartum depression among adolescent mothers. Journal of Abnormal Psychology. 1990; vol. 99 (1): 69-78.&lt;br /&gt;7. Andrews-Fike C. A review of postpartum depression. Journal of Clinical Psychiatry, 1999; nº 1: 9-14.&lt;br /&gt;8. Zinga D, Phillips SD, Born L. Postpartum Depression: We know the risks, can it be prevented? Revista Brasileira de Psiquiatria, 2005; nº27: 556-64.&lt;br /&gt;9. Cooper PJ, Murray L. Course and recurrence of postnatal depression. Evidence for the specificity of the diagnostic concept. British Journal of Psychiatry, 1995; nº166: 191-5.&lt;br /&gt;10. Beck CT. The lived experience of postpartum depression: a phenomenological study. Nurse Researcher, 1992; nº41: 166-70.&lt;br /&gt;11. Cooper PJ, Murray L. Fortnightly Review: Postnatal Depression. 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British Journal of Psychiatry, 1998; nº172: 175-8.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&gt; Endereços de Internet&lt;br /&gt;• &lt;a href="http://www.4woman.gov/faq/postpartum.htm"&gt;http://www.4woman.gov&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;• &lt;a href="http://www.about-depression.com/postpartum-depression/index.php"&gt;http://www.about-depression.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;• &lt;a href="http://www.emedicine.com/med"&gt;http://www.emedicine.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;• &lt;a href="http://familydoctor.org/"&gt;http://familydoctor.org&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;• &lt;a href="http://www.healthyminds.org/postpartumdepression.cfm"&gt;http://www.healthyminds.org&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;• &lt;a href="http://www.mayoclinic.com/"&gt;http://www.mayoclinic.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;• &lt;a href="http://www.mentalhelp.com/"&gt;http://www.mentalhelp.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;• &lt;a href="http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/postpartumdepression.html"&gt;http://www.nlm.nih.gov/medlineplus&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;• &lt;a href="http://www.postpartum.net/"&gt;http://www.postpartum.net&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;• http://www.postpartumstress.com&lt;br /&gt;• http://www.ppdsupportpage.com&lt;br /&gt;• &lt;a href="http://www.psiqweb.com/"&gt;http://www.psiqweb.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;• &lt;a href="http://pwp.netcabo.pt/epidemiologia/epds_intro.htm"&gt;http://pwp.netcabo.pt/epidemiologia/epds_intro.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&gt; Testemunhos reais retirados de “Beyond the Blues - A Guide to Understanding and Treating Prenatal and Postpartum Depression” no endereço &lt;a href="http://www.postpartum.net"&gt;www.postpartum.net&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Patrícia Sofia Correia Lopes&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34588281-3936178186284888626?l=paudogato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paudogato.blogspot.com/feeds/3936178186284888626/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34588281&amp;postID=3936178186284888626&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/3936178186284888626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/3936178186284888626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paudogato.blogspot.com/2007/04/depresso-ps-parto.html' title='DEPRESSÃO PÓS-PARTO'/><author><name>ATIREI O PAU AO GATO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09748505658685763369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34588281.post-8878669701747222384</id><published>2007-04-01T19:25:00.000+01:00</published><updated>2007-04-01T19:28:46.808+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_KZ6Qx0rjsAY/Rg_5yoAGVAI/AAAAAAAAAAU/I0QeQovhBpQ/s1600-h/ele[1].jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5048528355432223746" style="FLOAT: left; 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           “-Boa noite, Sr. Somerset Maugham ou devo dizer Doutor Somerset Maugham, afinal V. Exª. tirou um curso de medicina.”&lt;br /&gt;            “-Sim, é verdade, mas deixemos os formalismos; afinal eu já não estou no mundo dos vivos e na verdade, na época em que me formei, o curso de medicina era ministrado no hospital escolar de Londres e não em qualquer Instituto ou Faculdade de Universidades, como hoje, não conferindo, por isso, o grau de licenciatura como actualmente acontece. Assim nunca ninguém me tratou dessa forma e para além disso, como o senhor certamente sabe, eu nuca exerci medicina.”&lt;br /&gt;            “-Porquê? Não gostou do curso?”&lt;br /&gt;            “-Não foi esse o caso. A minha alternativa evoluiu no sentido da literatura. Publiquei o meu primeiro romance ainda estudante da escola de médica.”&lt;br /&gt;            “-Foi publicado em português sob o título “Liza a Pecadora”.”&lt;br /&gt;            “-Exactamente. Mas como estava dizendo, um pouco para minha surpresa o livro teve um acolhimento favorável. Vendeu bem, para um primeiro livro de um jovem autor, evidentemente e os críticos não se mostraram severos. Ora isso levou-me a decidir, em definitivo, pela carreira literária.”&lt;br /&gt;            “-Medicina, literatura, parece ter sido um jovem um pouco indeciso, não?”&lt;br /&gt;            “-Não, pelo contrário. Foi um tio que ficou encarregado da minha educação quem insistiu para que eu seguisse uma carreira séria. Foi por isso que escolhi medicina pois havia a possibilidade de me fixar como médico na vila onde o meu tio vivia e era pastor.”&lt;br /&gt;            “-Mas sentia o chamamento das letras e das artes literárias.”&lt;br /&gt;            “-É verdade. Eu fui um menino e mais tarde um rapaz muito solitário. Vivi em França e aí fui educado até aos dez anos, pois o meu pai era conselheiro jurídico da embaixada inglesa em Paris. Compreende que não podia ter tido sólidas e duradouras amizades numa meninice em que frequentei colégios de outro país e aí estudei como estrangeiro.&lt;br /&gt;            Acresce o facto da minha orfandade precoce. Minha mãe faleceu ainda antes da minha alfabetização e o meu pai expirou quando eu tinha dez anos.&lt;br /&gt;            Vi-me então em Inglaterra, numa pequena vila do condado de Kent, estudando num colégio onde os outros miúdos troçavam da minha pronúncia vincada pela minha experiência francesa.&lt;br /&gt;            Não tive motivos para ser uma criança muito relacionada e talvez por isso descobri muito cedo o meu gosto pela escrita, até como uma forma de expressar e ordenar as minhas ideias.&lt;br /&gt;            Esse gosto que então era uma espécie de hóbi, acompanhou-me ao longo de toda a minha adolescência e depois de ter rabiscado uma série de pequenas histórias e outros textos, o meu primeiro romance, no início da minha juventude, foi, para mim, um acontecimento natural.”&lt;br /&gt;            “-E o que sentiu quando publicou o seu primeiro livro? Sentiu-se orgulhoso, sentiu uma certa vaidade?”&lt;br /&gt;            “-Não, nada disso. Tive uma grande sensação de alívio.”&lt;br /&gt;            “-Vamos escutar um pouco de música.”&lt;br /&gt;            “-Tenha o meu jovem amigo o obséquio de escolher.”&lt;br /&gt;            “-Gostou desta música?”&lt;br /&gt;            “-Não a entendo, compreende? Embora tenha falecido em sessenta e quatro, já depois dos Beatles terem editado e serem um sucesso, não só em Inglaterra.”&lt;br /&gt;            “-Quem lhe escuta as palavras dirá que você foi um admirador dos Beatles.”&lt;br /&gt;            “-Não, nem os conhecia na altura. Tive o meu óbito aos noventa e um anos e embora tenha sido sempre saudável, não seria aos oitenta e tantos que me iria manter ao corrente de um agrupamento musical da juventude de então.&lt;br /&gt;            Mas eu adorei ter vivido. A vida é uma aventura fascinante.”&lt;br /&gt;            “-O que o seduziu na sai vida?”&lt;br /&gt;            “-Uma das coisas que mais me seduziram na vida foi o conhecimento e não me refiro apenas à chamada erudição, digamos assim. Estou a pensar inclusivamente em informação mais ligeira e digo-lhe sem complexos, desde a última moda literária ou de pintura, até aos mexericos de salão e alcova.&lt;br /&gt;            Sempre gostei de estar vivo e isso implica estar a par dos acontecimentos que nos rodeiam. Assim, compreende, apesar de há já vinte e cinco anos ser um espírito, é natural que me mantenha informado.”&lt;br /&gt;            “-Teve uma vida longa e de certo modo aventurosa. O que lhe deu maior prazer ao longo desse percurso?”&lt;br /&gt;            “-Escrever, naturalmente.”&lt;br /&gt;            “-E para além da escrita?”&lt;br /&gt;            “-Viajar. Só assim consegui ver o maior número possível de diferentes seres humanos. Como lhe disse, observar a vida humana foi para mim uma aventura fascinante.”&lt;br /&gt;            “-Viajou muito, não foi?”&lt;br /&gt;            “-Sim, um pouco por todos os continentes habitados. Fiz algumas viagens prolongadas, nomeadamente às actuais Birmânia e Tailândia…”&lt;br /&gt;            “-Que até foi mote do livro traduzido para a nossa língua pelo título de “Cavalheiro de Salão”.”&lt;br /&gt;            “-Isso mesmo. Mas fiz outras, pela China e as ilhas dos mares do Sul e no continente americano. Para além dessas grandes viagens que consistiam em longos meses deambulando em terras estrangeiras, geralmente de acordo com os meios de transporte disponíveis entre as populações locais, para além dessas grandes viagens, dizia, deslocava-me frequentemente entre os meus locais de residência e outros.&lt;br /&gt;            Na realidade vivi grande se não a maior parte da minha vida no estrangeiro. Certamente sabe que, já escritor consagrado, me presenteei com uma villa na Riviéra francesa onde estabeleci a minha morada permanente.”&lt;br /&gt;            “-Mas o Senhor não se limitou a deambular de um lado para o outro. Teve experiências tão diferentes como a espionagem e o internamento em sanatório.”&lt;br /&gt;            “-Espionagem é um termo muito forte. Executei algumas missões para os serviços secretos do exército britânico durante a primeira guerra mundial. Mas trataram-se de tarefas muito simples, como, por exemplo, a passagem de informação ou o estabelecimento de contactos.&lt;br /&gt;            Tratou-se de facto de uma experiência bastante interessante e embora atribulada, tal como, e isto apesar do que disse anteriormente, muitas vezes difícil, posso dizer agradável.&lt;br /&gt;            Em parte por causa dessas movimentações sofri um pequeno problema pulmonar e vi-me forçado a entrar numa casa de repouso onde contactei com o ambiente do sanatório numa época em que a tuberculose era letal. Foi uma experiência humana muito profunda.”&lt;br /&gt;            “-O Senhor foi feliz.”&lt;br /&gt;            “-Sem margem para dúvidas.”&lt;br /&gt;            “-E o sucesso como escritor surgiu de imediato com “Liza a Pecadora”?”&lt;br /&gt;            “-Não. O meu segundo romance não teve eco. Estava então em Sevilha, vivendo o amor com uma bela andaluza e escrevia pequenas histórias para jornais e revistas que me possibilitavam uma existência não muito farta. Foi um período em que, já novamente em Londres, escrevi peças de teatro que me consolidaram o nome como autor e me trouxeram os primeiros rendimentos interessantes.&lt;br /&gt;            Mas não demorou muito à minha consagração como romancista, o que sucedeu com a publicação de “Mrs Cradock”, logo no início do século, era eu ainda um jovem escritor.”&lt;br /&gt;            “-Depois, obras como “Um Gosto E Três Vinténs”, “O Fio da Navalha”, “A Servidão Humana”, consagrá-lo-ão como um dos grandes romancistas de sempre em todo o mundo. Concorda com esta afirmação?”&lt;br /&gt;            “-Sem falsa modéstia e muito menos com pretensiosismo, concordo com essa afirmação. Defini e escrevi todas as minhas histórias de acordo com uma metodologia determinada e correctamente utilizada e criei uma ficção que entretinha o leitor sem o impedir de pensar pela própria cabeça e simultaneamente, sem deixar de lhe apresentar, para reflexão, certas questões componentes da vida que os homens mantêm em conjunto.&lt;br /&gt;            A meu ver, isso já de si é ser um grande escritor, mas para além disso, como viajei bastante, fui capaz de apresentar personagens que embora maioritariamente inglesas, viviam nas mais variadas paragens enfrentando modos de vida bastante variados.&lt;br /&gt;            Finalmente, fui um escritor que percorreu os diferentes tipos de ficção, desde o romance histórico…”&lt;br /&gt;            “-Maquiavel e a Dama”, por exemplo.”&lt;br /&gt;            “-Sim, mas também a “Catalina”. Mas o que eu estava a dizer é que escrevi desde o romance histórico às pequenas histórias, passando pelo romance clássico e o policial, até à literatura de viagem e de intriga internacional, como por exemplo, “O Agente Britânico”.&lt;br /&gt;            Penso que isso é ser um grande escritor e como não são bastante numerosos os escritores que reúnem todas essas variantes, não deverá ser falso dizer que fui dos grandes escritores mundiais de sempre, embora, como deve compreender, nunca o tenha dito em vida.&lt;br /&gt;Agora posso dizê-lo pois não sou o melhor exemplo de uma parte interessada no caso.”&lt;br /&gt;“-Mas é precisamente nesses aspectos que referiu que surgem muitas críticas à sua obra literária. Diz-se que V. Exª. quis falar de muita coisa e acabou por falar de nada.”&lt;br /&gt;“-Isso é uma perfeita idiotia. Eu limitei-me a descrever as situações e as personagens como elas acontecem na realidade. Eu escrevia sobre aquilo que via. E só pode dizer que a minha obra não trata de questões profundas quem nunca tenha lido nenhum dos meus livros e qualquer um serve de exemplo. Não fiz filosofia de cordel que não chega a ser literatura nem aquela, quando realizada por esta, chega a ser um pequeno opúsculo de filosofia.&lt;br /&gt;De qualquer forma, as personagens e situações que ficcionei remetem para problemas profundos. Veja-se, por exemplo, o caso de “As Férias de Natal” ou a novela “Chuva” ou ainda “O Véu Pintado” e “A Outra Comédia”, só para citar alguns casos.”&lt;br /&gt;“-Refuta então a acusação de superficial.”&lt;br /&gt;“-Faz-me rir. Dita por intelectuais de proa é sempre um bom espectáculo de hilariedades.&lt;br /&gt;Então não podemos reflectir sobre as motivações que levam alguém à vida de revolucionário, no primeiro daqueles romances? Ou não podemos pensar na hipocrisia no seguinte?&lt;br /&gt;Eu simplesmente queria retratar a realidade.&lt;br /&gt;É claro que não me ficava por aí. Mas preferi que as combinações pelas quais fiz essas representações fossem elas símbolos que levassem o leitor a fazer as suas próprias reflexões sobre determinadas questões. Não seria elegante impor unilateralmente o meu ponto de vista ao leitor.”&lt;br /&gt;“-Uma última pergunta. É verdade que quis denegrir a imagem de Paul Gauguin em “Um Gosto E Três Vinténs”?”&lt;br /&gt;“-Que disparate. Seria uma perfeita falta de educação. Simplesmente utilizei certos pormenores que me foram dados a conhecer sobre a vida de tão grande pintor. Mais nada.”&lt;br /&gt;“-Gostámos de ter estado consigo esta noite. O nosso programa radiofónico ganhou um brilho que jamais teve.”&lt;br /&gt;“-Sou eu que agradeço. Muito boa noite a todos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                  &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;Sebastião Sorumenho&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;(*) Entrevista inventada a partir das seguintes obras: "A Casuarina", "Cavalheiro de Salão", "Chuva e Outras Novelas" e "Exame de Consciência".&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34588281-7532718223519958474?l=paudogato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paudogato.blogspot.com/feeds/7532718223519958474/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34588281&amp;postID=7532718223519958474&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/7532718223519958474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/7532718223519958474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paudogato.blogspot.com/2007/03/entrevista-possvel-com-somerset-maugham.html' title='ENTREVISTA POSSÍVEL COM SOMERSET MAUGHAM (*)'/><author><name>ATIREI O PAU AO GATO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09748505658685763369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34588281.post-2802777526163904378</id><published>2007-03-17T22:46:00.000Z</published><updated>2007-03-17T22:47:35.119Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_KZ6Qx0rjsAY/RfxwAMACyfI/AAAAAAAAAAM/NlTfMXB6t6k/s1600-h/jela2[1].jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5043028831271832050" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_KZ6Qx0rjsAY/RfxwAMACyfI/AAAAAAAAAAM/NlTfMXB6t6k/s320/jela2%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34588281-2802777526163904378?l=paudogato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paudogato.blogspot.com/feeds/2802777526163904378/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34588281&amp;postID=2802777526163904378&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/2802777526163904378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/2802777526163904378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paudogato.blogspot.com/2007/03/blog-post_17.html' title=''/><author><name>ATIREI O PAU AO GATO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09748505658685763369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_KZ6Qx0rjsAY/RfxwAMACyfI/AAAAAAAAAAM/NlTfMXB6t6k/s72-c/jela2%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34588281.post-18044435063174950</id><published>2007-03-03T00:22:00.000Z</published><updated>2007-03-03T00:27:46.908Z</updated><title type='text'>ESBOÇO DE UM MÉTODO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#330099;"&gt;Do Lugar ao Espírito do Lugar&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O lugar na fenomenologia adquire uma dimensão existencial, tal como o espaço, não bastam só as referências físicas do lugar, temos que analisar o lugar segundo a sua simbologia e acima de tudo pelo seu carácter, que dá a dimensão existencial. Só assim percebemos o lugar na sua verdadeira essência, pois não é através da ciência que descobrimos a nosso dimensão existencial, mas através das analogias, um bom exemplo é a obra de arte, que retrata as profundezas da existência humana. Situarmo-nos num lugar pressupõe, ou devia pressupor, uma escolha existencial&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=34588281#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;, estando de acordo com as nossas funções psicológicas da orientação e da identificação com esse lugar. Estando o conceito de Habitar intimamente relacionado com o “prise existencial”, sendo essa a intenção da arquitectura, habitar o lugar, dando-lhe significado e vida.&lt;br /&gt;Esta preocupação com o lugar, dando-lhe uma dimensão existencial, vem da antiguidade, denominado como Genius Loci, o espírito do lugar, que os romanos acreditavam na existência protectora do lugar e do ser, era a partir dessa premissa que se adquiria a essência e o carácter do lugar, por exemplo um campo militar romano, de forma quadrada, era considerado um espaço de ataque mas simbolizando a ordem cósmica, o Homem está no lugar não no sentido geométrico mas no sentido existencial, sagrado&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=34588281#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;, em que cada aspecto tem o seu carácter e significado, fazendo parte do seu quotidiano, portanto fazer e pensar arquitectura, segundo Norberg-Shulz no seu livro “Genius Loci”, significa uma visualização do Genius Loci&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=34588281#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt;, estão indissociáveis uma da outra, tornando o “habitat” um ponto de abrigo e segurança.&lt;br /&gt;Este conceito de habitar, varia de lugar para lugar, de cultura para cultura, cada um de nós tem a sua maneira de estar no mundo, mas o que temos em comum é a necessidade que temos de nos abrigarmos e de nos identificarmos com o meio. Pois a nossa existência quotidiana acontece com fenómenos concretos, cabe-nos a nós dar simbologia e carácter a esses fenómenos, através das nossas emoções, que são o facto e conteúdo da nossa existência.&lt;br /&gt;Norberg-Shulz divide a existência em fenómenos naturais&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=34588281#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;[4]&lt;/a&gt;, entendendo-se como o Homem, os animais, as pedras a água, etc., e fenómenos artificiais&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=34588281#_ftn5" name="_ftnref5"&gt;[5]&lt;/a&gt; que são as coisas que o Homem constrói para sobreviver e ter uma maior qualidade e vida, com este conceitos procura uma inter-relação, e dando-lhe a mesma importância, pois necessitamos tanto das coisas naturais como artificiais, uma não pode sobreviver sem a outra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Maribel Sobreira, Feijó, 12 de Fevereiro de 2006&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;In, Materialização da Ideia – Esboço de um método com o traço de Mondrian, Lisboa 2006.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Notas:&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=34588281#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt;Eliade, Mircea, O sagrado e o Profano, Edições livros do Brasil,  pág. 48 “ « Situar-se» num lugar, organizá-lo, habitá-lo –são acções que pressupõem uma escolha existencial (...).”.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=34588281#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Eliade, Mircea, O sagrado e o Profano, Edições livros do Brasil,  pág. 64 “Seja qual for a estrutura de uma sociedade (...), a habitação é santificada, porque constitui uma imago mundi e o mundo é a criação divina.”.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=34588281#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; Norberg-Schulz, Christian, Genius Loci, Paysage, Ambience, Architecture, Pierre  Mardaga éditeur, pág.5 “ Faire de l’architecture signifie visualiser le genius loci : le travail de l’architecte réside dans lá création de lieux signifiants qui aident l’homme à habiter.’’.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=34588281#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;[4]&lt;/a&gt; Norberg-Schulz, Christian, Genius Loci, Paysage, Ambience, Architecture, Pierre  Mardaga éditeur, pág.10.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=34588281#_ftnref5" name="_ftn5"&gt;[5]&lt;/a&gt; Norberg-Schulz, Christian, Genius Loci, Paysage, Ambience, Architecture, Pierre  Mardaga éditeur, pág.10.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34588281-18044435063174950?l=paudogato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paudogato.blogspot.com/feeds/18044435063174950/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34588281&amp;postID=18044435063174950&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/18044435063174950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/18044435063174950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paudogato.blogspot.com/2007/03/esboo-de-um-mtodo.html' title='ESBOÇO DE UM MÉTODO'/><author><name>ATIREI O PAU AO GATO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09748505658685763369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34588281.post-117288078947552445</id><published>2007-03-03T00:12:00.000Z</published><updated>2007-03-03T00:13:10.030Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3052/3806/1600/25415/corre_pe[1].jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3052/3806/320/876537/corre_pe%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34588281-117288078947552445?l=paudogato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paudogato.blogspot.com/feeds/117288078947552445/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34588281&amp;postID=117288078947552445&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/117288078947552445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/117288078947552445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paudogato.blogspot.com/2007/03/blog-post.html' title=''/><author><name>ATIREI O PAU AO GATO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09748505658685763369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34588281.post-117173981624481380</id><published>2007-02-17T19:15:00.000Z</published><updated>2007-03-02T15:48:33.850Z</updated><title type='text'>O REMATE FINAL</title><content type='html'>COMBINAÇÕES&lt;br /&gt;MISTERIOSAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;            Afinal que quis eu dizer com esta pequena série do meu bloco de notas?&lt;br /&gt;            Tão simplesmente fazer o registo de pequenos apontamentos no domínio da crítica aos pensamentos racistas e da procura de alternativas ao pulsar etnocêntrico para o que todos temos uma propensão natural.&lt;br /&gt;            A ideia pode resumir-se mais ou menos assim.&lt;br /&gt;            Tendo em conta os desideratos referidos importa assimilar o conceito de humanidade e agir em conformidade. Culturalmente, aquela engloba a noção de dignidade que dado ser a única característica, a esse nível, à partida universalmente reconhecível entre os humanos, uma vez aceite pouco espaço deixará para que aquelas ideologias e sentimentos etnofóbicos se manifestem e permitam que os seus intérpretes passem a vias de facto. Em complementaridade, apresentei uma hipótese de explicação gnosiológica e justificação factual para a segunda daquelas noções.&lt;br /&gt;            Resta-me expressar o desejo que a partilha destes meus apontamentos lhes tenha sido agradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luís F. de A. Gomes&lt;br /&gt;Alhos Vedros, 7 de Maio de 2000&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34588281-117173981624481380?l=paudogato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paudogato.blogspot.com/feeds/117173981624481380/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34588281&amp;postID=117173981624481380&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/117173981624481380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/117173981624481380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paudogato.blogspot.com/2007/02/o-remate-final.html' title='O REMATE FINAL'/><author><name>ATIREI O PAU AO GATO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09748505658685763369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34588281.post-117050523245920476</id><published>2007-02-03T12:19:00.000Z</published><updated>2007-02-15T14:30:10.683Z</updated><title type='text'>JUSTIFICANDO A DIGNIDADE</title><content type='html'>COMBINAÇÕES&lt;br /&gt;MISTERIOSAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;            Somos dignos pois somos filhos de Deus.&lt;br /&gt;            Aceitamos que Ele provocou o Universo e que operou de forma a que em este a inteligência, tal como a conhecemos ou de qualquer outra maneira, fosse possível.&lt;br /&gt;            Assim, todos transportamos essa centelha divina que se materializa, precisamente, na infinita dignidade que reconhecemos em todos os seres humanos o que, para ser feito à nascença, pressupõe a igualização e a idealização na universalidade da referida condição.&lt;br /&gt;            Mas também somos dignos por sermos muito simplesmente humanos.&lt;br /&gt;            Igualizamo-nos por sermos membros da mesma espécie e, enquanto tal, qualquer característica cultural universal é necessariamente inerente a todos os indivíduos. É o que acontece com a dignidade.&lt;br /&gt;            Ainda que a cultura não tenha transmissão biológica nem genética, não deixa de ser menos verdade que é naquele e a partir daquele aparato bio-genético que os humanos não só conseguiram criar e desenvolver formas de expressão cultural, como aí encontraram as condições necessárias para que o pudessem fazer. Neste sentido, não andaremos longe da verdade se preferirmos afirmar que a natureza humana tem na sua origem essa dupla vertente biológica e cultural o que, de imediato, nos confere o estatuto de infinitamente dignos muito simplesmente por sermos humanos.&lt;br /&gt;            Como será isso se não tivermos presente a aceitação da igual filiação divina? Nessa dimensão não teremos que admitir que somos filhos do acaso? Não vemos qual o problema em o fazer e ao mesmo tempo aceitarmos o princípio da dignidade pois aquilo que as ciências nos permitem observar é que a vida de cada ser humano individualmente considerada é um fenómeno tão singular e irrepetível que só pode ser valorizado nessa sua expressão única se lhe conferirmos exactamente o estatuto de uma dignidade infinita, isto é, se lhe reconhecermos o respeito de em ela ver o vértice de todas as outras coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                       Luís F. de A. Gomes&lt;br /&gt;                                                                       Barreiro, 29 de Dezembro de 1999 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34588281-117050523245920476?l=paudogato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paudogato.blogspot.com/feeds/117050523245920476/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34588281&amp;postID=117050523245920476&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/117050523245920476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/117050523245920476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paudogato.blogspot.com/2007/02/justificando-dignidade.html' title='JUSTIFICANDO A DIGNIDADE'/><author><name>ATIREI O PAU AO GATO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09748505658685763369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34588281.post-116929680572039724</id><published>2007-01-20T12:38:00.000Z</published><updated>2007-02-03T12:18:25.576Z</updated><title type='text'>GNOSIOLOGICAMENTE A DIGNIDADE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;COMBINAÇÕES&lt;br /&gt;MISTERIOSAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura é uma construção da Humanidade, em síntese, é o que os homens acrescentam a Natureza.&lt;br /&gt;Se queremos pensar em termos de características culturais, então deveremos considerar elementos que possam ser classificados como realizações dos membros da nossa espécie.&lt;br /&gt;Em concordância, ao nível da cultura, ao pretendermos identificar uma propriedade passível de ser considerada universal, isto é, verificável em todos os seres humanos, vemo-nos na contingência de isolarmos um qualquer produto da actividade física ou mental da espécie humana.&lt;br /&gt;A dignidade ou, se quisermos, o conceito de dignidade preenche os requisitos referidos.&lt;br /&gt;Desta forma, podemos recorrer a ele para definirmos uma característica universal da cultura humana. Mas ainda assim, previamente obrigamo-nos a encontrar-lhe uma justificação no âmbito da cultura.&lt;br /&gt;Será este o tema do nosso próximo encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luís F. de A. Gomes &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entre o Porto e Coimbra, 26 de Dezembro de 1999&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34588281-116929680572039724?l=paudogato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paudogato.blogspot.com/feeds/116929680572039724/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34588281&amp;postID=116929680572039724&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/116929680572039724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/116929680572039724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paudogato.blogspot.com/2007/01/gnosiologicamente-dignidade.html' title='GNOSIOLOGICAMENTE A DIGNIDADE'/><author><name>ATIREI O PAU AO GATO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09748505658685763369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34588281.post-116804035994037946</id><published>2007-01-05T23:36:00.000Z</published><updated>2007-01-24T00:39:39.880Z</updated><title type='text'>COMBINAÇÕES E UMA PRECISÃO</title><content type='html'>COMBINAÇÕES&lt;br /&gt;MISTERIOSAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;             A dignidade engloba a liberdade.&lt;br /&gt;            Disse que ela e o respeito que todas as pessoas transportam e merecem em face dos outros e que se materializa quer na garantia da integridade física e psicológica, quer ainda na possibilidade de escolher. Os homens não nascem livres mas, como são nados infinitamente dignos, partem com essa possibilidade.&lt;br /&gt;            A Humanidade, o mesmo é dizer a espécie humana, define-se na sua dupla dimensão biológica e cultural e a primeira característica universal que a este último nível podemos encontrar é, precisamente, a dignidade.&lt;br /&gt;            A propósito da superação do etnocentrismo, escrevi, alhures, a pergunta seguinte:&lt;br /&gt;            “Quais são as atitudes e/ou comportamentos alternativos àqueles que são subsequentes a uma visão etnocêntrica da humanidade?” (*)&lt;br /&gt;            Respondi então com “(…) o respeito pelos direitos humanos e o cosmopolitismo.” (**)&lt;br /&gt;            Contudo, devo agora acrescentar que antes disso importa reconhecer e respeitar o conceito de humanidade que, afinal, muito simplesmente se materializa no conjunto de todos os seres humanos.&lt;br /&gt;            Aliás, é, precisamente, a partir desse reconhecimento que é possível sustentar a resposta que anteriormente tinha encontrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                  Luís F. de A. Gomes&lt;br /&gt;                                                                                  Porto, 26 de Dezembro de 1999&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34588281-116804035994037946?l=paudogato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paudogato.blogspot.com/feeds/116804035994037946/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34588281&amp;postID=116804035994037946&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/116804035994037946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/116804035994037946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paudogato.blogspot.com/2007/01/combinaes-e-uma-preciso.html' title='COMBINAÇÕES E UMA PRECISÃO'/><author><name>ATIREI O PAU AO GATO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09748505658685763369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34588281.post-116635809941416134</id><published>2006-12-17T12:19:00.000Z</published><updated>2006-12-17T12:21:39.426Z</updated><title type='text'>DOIS MARCOS PARA A NOÇÃO DE HUMANIDADE</title><content type='html'>COMBINAÇÕES&lt;br /&gt;MISTERIOSAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;            Há dois caminhos diferentes em que podemos beber as bases de uma história do conceito de humanidade. São eles, em primeiro lugar, a via de uma explicação religiosa do mundo e, seguidamente, a rota das explicações científicas. Tanto num universo como no outro podemos chegar a deduzir a noção em causa. Por ora, vamos ocupar-nos apenas de um deles.&lt;br /&gt;            A revelação de Abraão produziu, num duplo sentido, uma grande alteração intelectual. Tanto quanto se sabe, foi a primeira vez que se identificou um Deus único com a Criação e, portanto, também com o aparecimento dos homens, assim como, por consequência, ao reconhecer a igual filiação divina, se igualizou os homens perante o Criador, possibilitando que, a partir daí, se consiga conferir o mesmo estatuto de gente para todos os membros da linhagem humana, o mesmo é dizer, em palavras da actualidade, seja possível isolar uma eventual ideia de espécie humana.&lt;br /&gt;            Aconteceu então que a Aliança se formou com aquele Patriarca e o seu povo e, por isso, os judeus tomavam exclusivamente para si o estigma da origem divina. De outro modo, só eles eram filhos de Deus.&lt;br /&gt;            Terá sido o judeu Jesus da Nazaré quem alargou a bênção a todos os homens e, com a sua mensagem –ou, se quisermos ser rigorosos no discurso, com  o que nos chegou como a sua mensagem- abriu o espaço de pensamento para considerarmos os humanos como irmãos entre si, ou seja, como pertencentes à mesma estirpe.&lt;br /&gt;            É claro que as tragédias das guerras, da escravatura ou do racismo, não acabaram por aí. Até a Palavra foi usada para sustentar tantas e tantas daquelas páginas de sangue e sofrimento. Mesmo ao nível dos olhares científicos –salvo seja a expressão- demorou muito tempo para que se percebesse a unidade da nossa espécie e tão só há pouco mais de cinquenta anos, os nazis ainda definiam os seguidores de Moisés como sub-humanos.&lt;br /&gt;            Em todo o caso, aquela via, digamos assim, teológica, foi um dos rumos sinuosos por onde se foi construindo e consolidando a noção que actualmente possuímos de humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                       Luís F. de A. Gomes&lt;br /&gt;                                                        Alhos Vedros, 19 de Dezembro de 1999&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34588281-116635809941416134?l=paudogato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paudogato.blogspot.com/feeds/116635809941416134/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34588281&amp;postID=116635809941416134&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/116635809941416134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/116635809941416134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paudogato.blogspot.com/2006/12/dois-marcos-para-noo-de-humanidade.html' title='DOIS MARCOS PARA A NOÇÃO DE HUMANIDADE'/><author><name>ATIREI O PAU AO GATO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09748505658685763369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34588281.post-116508814361440830</id><published>2006-12-02T19:32:00.000Z</published><updated>2006-12-02T19:37:01.463Z</updated><title type='text'>A DIGNIDADE CONTRA O RACISMO</title><content type='html'>COMBINAÇÕES&lt;br /&gt;MISTERIOSAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A liberdade é um fenómeno cultural como qualquer outro e, nessa dimensão, não é inata na nossa espécie. Sequer se pode dizer que ela é inerente aos homens. Ainda que fundamentada em valores, a liberdade é, antes de mais, uma condição. Obviamente a nível teórico, se procurarmos alternativas aos modos de pensar racistas e aos sentimentos etnocêntricos, então não é aquele conceito que deveremos usar. Para tanto, impõe-se que isolemos valores que, assim no tempo como no espaço, sejam universais, isto é, se encontrem em qualquer indivíduo quando nasce.&lt;br /&gt;Tendo em conta os desideratos descritos, a noção de humanidade parece ser mais profícua. O Homem é uma ambivalência entre um ser biológico e um cultural, o que, na realidade, aquele conceito reflecte, sendo possível consubstanciar o segundo daqueles pólos com a qualidade de infinitamente dignos em que todos os humanos são nados. Desta forma, quer para combater o racismo quer para superar o etnocentrismo é aquela a noção a explorar uma vez que engloba a dignidade que, mais que um direito, é o valor primacial e o único que reúne o aludido condão da universalidade e, por isso, o primeiro a ser esgrimido por quem quer demandar os propósitos em questão.&lt;br /&gt;Aliás, é precisamente a dignidade que justifica a defesa da liberdade que passa por ser a única condição social consentânea com uma vida digna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luís F. de A. Gomes&lt;br /&gt;Alhos Vedros, 20 de Dezembro de 1999&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34588281-116508814361440830?l=paudogato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paudogato.blogspot.com/feeds/116508814361440830/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34588281&amp;postID=116508814361440830&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/116508814361440830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/116508814361440830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paudogato.blogspot.com/2006/12/dignidade-contra-o-racismo.html' title='A DIGNIDADE CONTRA O RACISMO'/><author><name>ATIREI O PAU AO GATO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09748505658685763369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34588281.post-116393843748715972</id><published>2006-11-19T12:12:00.000Z</published><updated>2006-11-19T12:13:57.500Z</updated><title type='text'>UMA CARACTERÍSTICA CULTURAL DA HUMANIDADE</title><content type='html'>COMBINAÇÕES&lt;br /&gt;MISTERIOSAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;            Se o conceito de espécie humana nos irmana no patamar da biologia, com a ideia de dignidade é possível igualizar a humanidade no plano específico dos valores, o mesmo é dizer, em geral, no âmbito da cultura. É defensável que todos os humanos nascem infinitamente dignos, pois essa condição é a primeira propriedade cultural que universalmente podemos considerar inerente a todos os indivíduos. Assim, pesem embora todas as diferenças fisionómicas, se no domínio biológico é possível falar de uma espécie, também no quadro cultural de uma moral universal, apesar do multi-facetado painel das culturas humanas, quer no tempo quer no espaço, não é abusivo falar em termos do global da espécie. Trata-se do respeito que, à partida, todas as pessoas consigo transportam e merecem em face dos outros e que, na realidade, surge inclusivamente como a primeira baliza natural da liberdade individual e das chamadas liberdades em geral.&lt;br /&gt;            Não sendo inata uma vez que, enquanto criação cultural que é, não é transmissível, nem biológica nem geneticamente, podemos dizer que a dignidade é a primeira característica cultural da humanidade, pois é a única inicialmente reconhecível em todas as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luís F. de A. Gomes&lt;br /&gt;Alhos Vedros, 19 de Dezembro de 1999&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34588281-116393843748715972?l=paudogato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paudogato.blogspot.com/feeds/116393843748715972/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34588281&amp;postID=116393843748715972&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/116393843748715972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/116393843748715972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paudogato.blogspot.com/2006/11/uma-caracterstica-cultural-da.html' title='UMA CARACTERÍSTICA CULTURAL DA HUMANIDADE'/><author><name>ATIREI O PAU AO GATO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09748505658685763369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34588281.post-116267810033512313</id><published>2006-11-04T22:06:00.000Z</published><updated>2006-11-04T22:13:14.816Z</updated><title type='text'>HUMANIDADE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;COMBINAÇÕES&lt;br /&gt;MISTERIOSAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro “Os Carrascos Voluntários de Hitler” de Daniel Jonah Goldhagen, é uma obra fundamental para a compreensão da Shoah. É objecto de críticas que vão da parcialidade ao radicalismo dos seus pontos de vista. Mas trata-se de um estudo profusa e profundamente documentado, em que as ilustrações das observações e ilações são, amiúde, minuciosas. Sob este último aspecto, aquele volume pode também ser apresentado como um compêndio do horror. Mas não é por isso que deixa de ser uma leitura obrigatória.&lt;br /&gt;Em ele retenho a hipótese de partida. Os alemães (*) eram portadores de uma cultura racista que se concretizava especialmente em relação aos judeus e, sendo anterior ao nazismo, não só lhe deu chão para florescer, como também propiciou que o anti-semitismo das políticas durante o consulado de Adolf Hitler fosse tão acrítica e até apologeticamente seguido por grande parte da população. Terá sido essa cultura que fez de tantos alemães comuns zelosos carrascos do extermínio de milhões de seres humanos. (**)&lt;br /&gt;No que particularmente me diz respeito, a curiosidade deste compêndio reside nos factos de, antes de mais, ser uma excelente ilustração para as ideias que defendo sobre como derrotar o racismo e superar o etnocentrismo e, ainda, de o quadro teórico em que alicerço as minhas proposições funcionar como um bom modelo para articulação daquelas verificações de base. (***)&lt;br /&gt;Mas também me incita a ter em atenção a importância decisiva que a noção de humanidade tem para inviabilizar qualquer veleidade de atentar contra a dignidade e a integridade dos outros que definimos como diferentes de nós.&lt;br /&gt;Com efeito, o conceito de humanidade é recente e talvez nem nos nossos dias seja universal. Contudo, não duvido que a sua interiorização crie forte barreira ao pensamento e ainda mais às atitudes e comportamentos racistas mais letais. Se reconhecermos todos os homens como pertencentes a uma mesma espécie e, nesse plano fundamental, iguais entre si, teremos maiores dificuldades em molestar ou matar aqueles que designamos como nossos semelhantes.&lt;br /&gt;Se quisermos identificar um pilar básico para combater o racismo não é à liberdade que deveremos recorrer mas sim à noção de humanidade. Podem perfeitamente existir homens livres racistas, embora esta ideologia seja insustentável para quem tenha presente, racionalizado e aceite o conceito em referência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luís F. de A. Gomes&lt;br /&gt;Alhos Vedros, 19 de Dezembro de 1999&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(*)   Veja-se a forma como o autor define este vocábulo, pp 17/18&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(**) Goldhagen, Daniel J., pp 19 e ss, ob. cit.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(***) Gomes, Luís F. de A., pp 5/67, "Tira O Dedo do Naríz"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34588281-116267810033512313?l=paudogato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paudogato.blogspot.com/feeds/116267810033512313/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34588281&amp;postID=116267810033512313&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/116267810033512313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/116267810033512313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paudogato.blogspot.com/2006/11/humanidade.html' title='HUMANIDADE'/><author><name>ATIREI O PAU AO GATO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09748505658685763369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34588281.post-116154886825387414</id><published>2006-10-22T21:15:00.000+01:00</published><updated>2007-02-26T21:01:44.223Z</updated><title type='text'>SER LIVRE DE ESCOLHER</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;COMBINAÇÕES &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;MISTERIOSAS&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que é ser um homem livre? Em que se materializa a realidade de escolher?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;São perguntas que nos permitem compreender a profundidade das balizas daquilo que podemos identificar como prefazendo o conteúdo daquele último verbo e, com isso, entender a complexidade da teia cultural e individual em que se consubstancia um homem livre.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sob o aspecto de uma fórmula canónica, ser livre é ter a possibilidade de viver de acordo com as preferências pessoais. Isso implica que a pessoa tenha meios adequados para o conseguir, genericamente meios de ordem material e espiritual. Como isso é possível é um assunto mais vasto que em muito transcende as competências do indivíduo, ele próprio. Mas a síntese anterior, igualmente requer que, sem razão, ninguém seja coagido contra a sua vontade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Escolhemos sempre num determinado quadro de circunstâncias. Significa que em determinados casos as escolhas que fazemos dependem ou estão relacionadas com a nossa maneira de ser, o que sabemos, a vida que desempenhamos no quotidiano, o meio geo-social em que vivemos e os nossos níveis de integração e interiorização com e no mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há escolhas que em nós requisitam um maior e mais elevado ou mais complexo, se quisermos, conjunto de competências e inter-conecções, isto é, envolvem inúmeros items, intrínsecos e extrínsecos à nossa pessoa, assim como há aquelas que se fazem em função de uma pequena reunião de elementos influenciantes. Das últimas para as primeiras se alargam e complexificam as malhas que viabilizam os actos de escolher. Em conformidade, ser livre, começa necessariamente pela ausência de interdições não naturais nem razoáveis a uma tal oportunidade de acção.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mundo é tanto mais livre quanto maior é o número de pessoas que vivem em tal estádio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Luís F. de A. Gomes&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alhos Vedros, 18 de Dezembro de 1999 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34588281-116154886825387414?l=paudogato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paudogato.blogspot.com/feeds/116154886825387414/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34588281&amp;postID=116154886825387414&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/116154886825387414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/116154886825387414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paudogato.blogspot.com/2006/10/ser-livre-de-escolher.html' title='SER LIVRE DE ESCOLHER'/><author><name>ATIREI O PAU AO GATO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09748505658685763369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34588281.post-116031893761304370</id><published>2006-10-08T15:46:00.000+01:00</published><updated>2006-10-08T22:08:01.310+01:00</updated><title type='text'>O ACTO DA ESCOLHA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;COMBINAÇÕES&lt;br /&gt;MISTERIOSAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escolha é a materialização plena da liberdade de uma pessoa.&lt;br /&gt;Semântica e epistemologicamente é fácil definir escolha. Trata-se da expressão da opção que se faz em face de um conjunto não singular nem vazio.&lt;br /&gt;Porque nasce digno, em si, o ser humano parte com essa propriedade que está para a sua entidade cultural como a respiração para a sua dimensão biológica. Enquanto seres culturais, são os homens nados com a possibilidade de escolher.&lt;br /&gt;Pois é precisamente neste último verbo que se encontram as dificuldades.&lt;br /&gt;Aí estamos no plano do acto em que se realiza o conceito inicial.&lt;br /&gt;E o que verificamos é a existência de um amplo espectro de situações em que o denominador comum é o facto de serem, de alguma forma, escolhas. Acontece é que há diferentes ondas, isto é, podemos agrupar tais actuações em diversos níveis mediante vários e diferenciados requisitos. Ora, quantos não são os humanos que estão longe de se aproximarem sequer da onda média?&lt;br /&gt;Se quisermos sustentar que a liberdade fica completa na escolha e concretização de um projecto de vida, então teremos de considerar a complexidade da realidade de se ser um homem livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luís F. de A. Gomes&lt;br /&gt;Lisboa, 11 de Dezembro de 1999&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34588281-116031893761304370?l=paudogato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paudogato.blogspot.com/feeds/116031893761304370/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34588281&amp;postID=116031893761304370&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/116031893761304370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/116031893761304370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paudogato.blogspot.com/2006/10/o-acto-da-escolha.html' title='O ACTO DA ESCOLHA'/><author><name>ATIREI O PAU AO GATO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09748505658685763369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34588281.post-115912318916616861</id><published>2006-09-24T19:28:00.000+01:00</published><updated>2006-09-24T20:58:36.286+01:00</updated><title type='text'>NOTA DE ABERTURA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMBINAÇÕES&lt;br /&gt;MISTERIOSAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quis o acaso que fosse eu a dar o pontapé de saída no Pau.&lt;br /&gt;Se o tema geral da minha colaboração tinha sido objecto de acordo prévio, caber-me-ia escolher a forma como o apresentaria e os ângulos em que o poderia tratar.&lt;br /&gt;Muitas vezes, assumem-se participações deste género em função de materiais existentes e que de algum modo gostaríamos de ver divulgados. Outras, até pela própria natureza das realizações em apreço, pressupõem a produção de novos trabalhos e, em conformidade, os autores, à medida das regras da periodicidade dada, vão elaborando as peças com mais ou menos unidade entre si, ou, em alternativa, escolhe-se escrever uma série de inéditos que depois se fazem sair da maneira mais conveniente.&lt;br /&gt;É claro que do ponto de vista do leitor, em qualquer daquelas situações esperar-se-à a novidade, isto é, na melhor das hipóteses, algo que acrescente valor ao que possa haver a respeito do assunto considerado, na mais fraca daquelas possibilidades, ainda que repetindo com o toque de alguma originalidade.&lt;br /&gt;Possuindo textos sobre o racismo que sempre permaneceram no silêncio do manuscrito, embora façam parte do conjunto de dados que sobre esta temática tenho produzido e ao mais variados níveis e diversos âmbitos tenho vindo, em parte, a publicar desde há uma década, poderia muito bem ter escolhido começar com a mais-valia de matéria virgem. Contudo e sem a menor desconsideração e muito menos desrespeito por quem possa atentar nestas minhas palavras, optei por lhes proporcionar a repetição de pequenas notas que escrevi em Dezembro de noventa e nove e que fizeram parte de uma pequena brincadeira digital a que, em companhia com o responsável pela ideia e co-executante da mesma, o Luís Carlos Rodrigues dos Santos, amigo de sempre, demos o nome de “O Largo da Graça”.&lt;br /&gt;Honestamente não sei definir no que consistiu aquela praça. Editamos dez números de uma pequeníssima reunião de textos em duas páginas apresentadas na horizontal e divididas ao meio que enviávamos por correio electrónico para umas mãos cheias de amigos, quinzenalmente, mais ou menos à mesma hora da noite da sexta-feira respectiva e a que a partir da abertura passamos a juntar os comentários que aqueles e outros nos faziam chegar. Sem explicações, sem apresentações, durante seis meses demos corpo a uma série que se despediu pelo conteúdo das componentes do último fascículo. Para lá das loas inevitáveis nestes cumprimentos de quem se conhece e reciprocamente se estima, houve quem lhe chamasse jornal electrónico, manifesto exagero mas não de todo inadequado se quisermos alargar aquela noção ao conteúdo de uma revista que seria o produto com que aquilo que fizemos mais se poderia parecer, salvaguardado que está o pomposo do termo para designar aquilo que de facto se fez. Mas não andaremos longe da verdade e do bom senso se escrevermos que o “O Largo da Graça” se tratou de uma folhinha electrónica que por motivos que pouco importam aqui averiguar, o Luís Carlos e eu decidimos pôr em prática nos primeiros seis meses do ano dois mil.&lt;br /&gt;Quase que poderemos dizer que foi algo parecido com um blog antes de tempo, pois, pese embora toda a minha ignorância nesta área do saber tecnológico, tanto quanto me parece ainda a blogosfera não existia ou, pelo menos, seria frequentada por uma minoria de, salvo seja a expressão, iniciados. E por isso a recuperação do nome para o espaço de debate no “Atirei o Pau ao Gato”. Ora em parte também por isso a preferência por dar uma segunda oportunidade às anotações que então dei a conhecer.&lt;br /&gt;Mas para lá da homenagem a uma antecipação formal, precisamente pelo apontado denominador comum dos destinatários e pelos laços entre os executantes, esta ousadia de uma repetição parte justamente do propósito de também assim homenagearmos a amizade que é uma das riquezas que podemos encontrar na vida e, afinal, sempre será um preventivo de pensamentos e atitudes racistas pois quando somos capazes de deixar que ela brote para com indivíduos diversos da população a que pertencemos, facilmente compreendemos que o racismo, enquanto construção teórica e ideológica que é, só pode tratar-se de uma falácia.&lt;br /&gt;É pois como uma homenagem a um amigo de infância, com quem partilhei brincadeiras e as cumplicidades de quem se vê crescer em comunhão de aventuras e ainda hoje partilho, entre outras, coisas como este ponto de encontro on-line, é nessa dimensão de louvor e brinde que aqui lhes apresentarei aquilo que no ano dois mil publiquei sobre a relação entre o conceito de Humanidade e a prevenção relativa aos preconceitos etnocêntricos. Isto, naturalmente, a partir do próximo post.&lt;br /&gt;Tratando-se de uma reposição, igualmente mantive o título geral e a respectiva titulação que então atribui a cada um deles.&lt;br /&gt;Bem hajam pela generosidade do tempo que perderem comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luís F. de A. Gomes&lt;br /&gt;Alhos Vedros, 23 de Setembro de 2006&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34588281-115912318916616861?l=paudogato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paudogato.blogspot.com/feeds/115912318916616861/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34588281&amp;postID=115912318916616861&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/115912318916616861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34588281/posts/default/115912318916616861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paudogato.blogspot.com/2006/09/nota-de-abertura.html' title='NOTA DE ABERTURA'/><author><name>ATIREI O PAU AO GATO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09748505658685763369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
